CEO da Palo Alto diz que custo de tokens de IA precisa cair até 90%

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O custo dos tokens usados por modelos de inteligência artificial (IA) precisa cair em até 90% para que a tecnologia seja adotada em larga escala pelas empresas, afirmou o CEO da Palo Alto Networks, Nikesh Arora. Em entrevista à CNBC em 1º de julho, o executivo avaliou que o ganho de eficiência de 54% anunciado recentemente pela OpenAI é "um bom começo", mas defendeu novas reduções de preços nos próximos anos para tornar o uso da IA economicamente viável.Segundo Arora, os preços dos tokens deveriam cair cerca de 20% no próximo ano e chegar a uma redução acumulada de até 90% no ano seguinte. O executivo afirmou que a demanda por IA "continua sendo infinita" e previu que os custos devem se tornar mais racionais à medida que a tecnologia evoluir e os orçamentos corporativos se ajustarem. O CEO da OpenAI, Sam Altman, havia atribuído o avanço de 54% na eficiência dos tokens do modelo mais recente da empresa às preocupações dos clientes com custos e retorno sobre investimento.Pressão sobre o modelo de cobrançaAs declarações de Arora se somam às críticas feitas pelo CEO da Palantir, Alex Karp, ao atual modelo de cobrança baseado em tokens. Em entrevista ao programa Squawk Box, da CNBC, o executivo afirmou que "algo deu completamente errado" com esse sistema e apontou modelos open-weight como uma alternativa para reduzir despesas.Segundo Karp, "A visão básica entre as empresas neste país é: vou relaxar e perder meu tempo com tokens". A CNBC informou que os altos custos têm levado parte das empresas a optar por modelos abertos e de menor custo, incluindo alternativas desenvolvidas na China.O debate também chegou às iniciativas de padronização do setor. A Linux Foundation lançou a Tokenomics Foundation durante a conferência FinOps X 2026 com o objetivo de desenvolver padrões abertos para a gestão de custos de IA nas empresas. A fundação atuará em parceria com a FinOps Foundation para criar métricas relacionadas ao consumo de tokens e ampliar a transparência sobre os gastos com inteligência artificial.Durante o lançamento, o diretor executivo da FinOps Foundation, JR Storment, afirmou que a nova organização será "um espaço neutro em relação a fornecedores" para discutir a economia dos tokens. Segundo ele, "Esta é uma necessidade urgente para esses grandes consumidores". Ao mesmo tempo, empresas como Oracle e AWS anunciaram ferramentas para dar maior previsibilidade e monitoramento aos custos de IA, enquanto cresce a demanda das empresas por mecanismos de controle financeiro para o uso da tecnologia.A discussão sobre custos ocorre em um momento de forte expansão dos investimentos em infraestrutura de IA. Segundo estimativa de David Cahn, sócio da Sequoia, os gastos globais com infraestrutura para inteligência artificial podem chegar a cerca de US$ 1,5 trilhão em 2026.Para justificar esse volume de investimentos em chips e data centers, o setor precisaria gerar aproximadamente US$ 3 trilhões em receita, reforçando a pressão para reduzir os custos operacionais da tecnologia e ampliar sua adoção pelas empresas.