A CNI (Confederação Nacional da Indústria) avalia que as novas tarifas dos Estados Unidos contra o Brasil agravam um contexto que pressiona as exportações nacionais e amplia a insegurança para empresas dos dois países. O posicionamento foi divulgado na noite de quarta-feira (15).Para o presidente da entidade, Ricardo Alban, diante do anúncio, “o cenário tende a piorar, corroendo ainda mais a competitividade da indústria brasileira”. Leia Mais EUA reclamam de engajamento do Brasil em negociação do tarifaço Além do etanol, veja os itens que serão afetados pelo novo tarifaço dos EUA Novo tarifaço: Posição para negociar é delicada, dizem especialistas Alban alerta ainda para os impactos nas exportações. De acordo com a CNI, 20 dos 27 estados reduziram suas exportações ao mercado norte-americano no primeiro semestre. “Não podemos poupar esforços para reverter essa lógica e retomar a relação que Brasil e Estados Unidos construíram”, afirma em nota.O levantamento da confederação aponta que as exportações brasileiras para o mercado norte-americano diminuíram 13%, o equivalente a US$ 2,6 bilhões. A avaliação é de que a retração foi influenciada pela redução de 8,7% nas vendas de bens industriais, especialmente de produtos semimanufaturados de ferro e aço, ferro fundido bruto, pasta química de madeira não conífera, óleos de petróleo e produtos semimanufaturados de outras ligas de aço.“Apesar da queda, os Estados Unidos permaneceram como principal destino das exportações da indústria de transformação brasileira no período”, diz o documento.