Copersucar faz primeiro abastecimento de navio porta-contêineres com etanol

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A Copersucar realiza hoje (13), no Porto de Santos (SP), o primeiro abastecimento de um navio porta-contêineres com etanol em território brasileiro. A operação é considerada um marco para a transição energética do setor marítimo e reforça o potencial do biocombustível produzido no país como alternativa de baixa intensidade de carbono para a navegação internacional.O abastecimento demonstra, na prática, a viabilidade do etanol como combustível para reduzir as emissões de gases de efeito estufa de um dos segmentos mais desafiadores da agenda de descarbonização global.O transporte marítimo responde por cerca de 3% das emissões mundiais de gás carbônico e vem sendo pressionado a adotar combustíveis renováveis para atender às metas ambientais estabelecidas pela Organização Marítima Internacional (IMO). Leia Mais BioRota transforma resíduos da cana em combustível ANP: Etanol cai em 17 Estados e no DF, sobe em 7 e fica estável no RS ANP: Etanol cai em 16 Estados, sobe em 6 e no DF e fica estável em 4 A IMO estabeleceu metas ambiciosas para a descarbonização do transporte marítimo, com o objetivo de alcançar emissões líquidas zero até 2050.Essas metas incluem a precificação de carbono sobre combustíveis marítimos, a criação de mercados de créditos de descarbonização e a mobilização de recursos globais para financiar inovação e tecnologias limpas.Para o Brasil, a iniciativa também fortalece a estratégia de ampliar o mercado para o etanol além do setor automotivo. O país é o segundo maior produtor mundial do biocombustível e busca posicionar o produto como solução para a descarbonização de diferentes modais de transporte, incluindo a aviação, por meio do SAF (Combustível Sustentável de Aviação) e agora também o transporte marítimo.A operação da Copersucar ocorre em um momento em que armadores e fabricantes de motores ampliam os investimentos em tecnologias capazes de utilizar combustíveis renováveis, como etanol, metanol e amônia, para reduzir a pegada de carbono da navegação.Além do ganho ambiental, especialistas avaliam que o uso do etanol no setor marítimo pode abrir uma nova frente de demanda para a cadeia sucroenergética brasileira, agregando valor à produção nacional e fortalecendo o papel do país como fornecedor global de combustíveis de baixo carbono.A expectativa do setor é que experiências como essa acelerem o desenvolvimento da infraestrutura necessária para o abastecimento de embarcações e estimulem novas rotas comerciais utilizando combustíveis renováveis produzidos no Brasil.SAF abre nova fronteira pra o agro brasileiro | CNN AGRO NEWS