A Volkswagen está procurando formas de otimizar suas operações e uma delas será cortar a quantidade de carros de seu portfólio em 50% até 2030, considerando todas as marcas do grupo. A fabricante ainda não comenta sobre quais modelos podem sair de linha, porém a revista alemã Bild antecipou alguns dos veículos que encerrarão as vendas nos próximos anos e, entre eles, estão o sedã Jetta e a versão global do Taos.A meta do conglomerado passa por uma diminuição radical na complexidade de opções, que cairá 75% até o fim da década. Com isso, a capacidade de produção anual vai encolher dos atuais 10 milhões para 9 milhões de veículos.Embora as mudanças em escala global preocupem, alguns casos podem virar exceção quando atenderem mercados específicos. É o caso do Taos. O SUV médio produzido no México está na lista dos carros que sairão de linha. É uma situação específica para o modelo mexicano, que é vendido em todo o continente americano, embora não tenha feito sucesso nos EUA e Canadá.–Nicolas Tavares/Quatro Rodas Continua após a publicidadeO fim da produção fará com que o utilitário deixe os mercados norte-americanos, mas não será o caso no Brasil. A Volkswagen trabalha em um substituto do Taos que será feito em São Bernardo do Campo (SP) e inclusive já roda no país, testando também o sistema híbrido que fará sua estreia na picape Tukan no ano que vem.Outro modelo cotado para sair de linha é o sedã Jetta. Mesmo após acabar com quase todos os seus sedãs, incluindo o Passat, a Volkswagen vinha mantendo o Jetta em produção para os Estados Unidos, devido ao peso do automóvel para o país e seus quase 40 anos de história de mercado. A demanda por sedãs médios já não é a mesma de duas décadas atrás.A pressão para tornar a operação global mais rentável falou mais alto, ao contrário do que fizeram marcas como Honda e Toyota, que adaptaram suas plataformas para manter Civic e Corolla competitivos. Sem uma nova geração prevista, o Jetta deve se despedir gradualmente dos mercados onde ainda atua. Continua após a publicidadeAlém dos modelos da linha principal da VW, outras marcas do grupo preparam cortes que afetam diretamente a vitrine do mercado brasileiro. A lista da Bild cita o fim da linha para o Porsche Taycan, primeiro elétrico da marca, que não receberá um sucessor direto após o fim de seu atual ciclo de vida. O Cayenne Coupe, focado no design esportivo e movido a motores de combustão, é outro que deve sair de cena, indicando uma reavaliação de quais carrocerias realmente justificam novos investimentos. Continua após a publicidadeOs SUVs cupês também sofrerão um revés considerável dentro da Audi. Veículos como o Q5 Sportback e o elétrico Q6 e-tron Sportback, que ainda são produtos recentes comercialmente, tendem a não ganhar novas gerações. A empresa entende que focar em variantes com teto rebaixado divide as vendas de um mesmo produto e eleva os custos de engenharia e manufatura sem entregar o retorno financeiro esperado, especialmente em um cenário que exige orçamentos bilionários para a eletrificação. Assine as newsletters QUATRO RODAS e fique bem informado sobre o universo automotivo com o que você mais gosta e precisa saber. Inscreva-se aqui para receber a nossa newsletter Aceito receber ofertas produtos e serviços do Grupo Abril. Cadastro efetuado com sucesso! Você receberá nossa newsletter todas as quintas-feiras pela manhã. Essa reestruturação profunda do Grupo VW vai gerar uma economia estimada em quase R$ 38 bilhões (o equivalente a 6,5 bilhões de euros no câmbio atual) até 2031, apenas por não desenvolver os sucessores para esses dez carros. Marcas menores da companhia também enxugarão suas linhas de montagem, com a Skoda sacrificando o Fabia na Europa por conta das leis de emissões, e a Cupra cortando o recém-lançado Raval. O mercado agora aguarda o detalhamento dessa estratégia até outubro, quando a matriz vai confirmar o novo direcionamento. Publicidade