Macaco de lábios alaranjados é descoberto no Congo: “Realmente emocionante”

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Uma nova espécie de macaco com lábios alaranjados característicos e um rugido profundo foi identificada na República Democrática do Congo (RDC).O Colobus congoensis, conhecido localmente como Likweli, é apenas a quinta nova espécie de macaco identificada por cientistas na África nos últimos 75 anos, de acordo com um estudo publicado na revista PLOS ONE na quarta-feira (15).O macaco possui pelagem preta brilhante, pelos longos, uma cauda longa e marcas faciais marcantes em tons de laranja e creme, disseram pesquisadores da Florida Atlantic University (FAU) e do City University of New York Graduate Center em comunicados divulgados na quarta.  Leia Mais Experimento proibido: missões à Lua e espécies que devastam Grandes Lagos Guaxinim de Haaland: o que é taxidermia, técnica usada em animal do jogador Esqueleto de T. rex é vendido por um valor recorde de US$ 50,1 milhões Eles acrescentaram que a espécie possui “características cranianas, dentárias e esqueléticas distintas que a diferenciam de todos os outros macacos colobus africanos conhecidos”.É também menor do que os macacos colobus aparentados, pesando cerca de 6,8 quilos (15 libras).“Distingue-se pela pelagem lisa e brilhante e pelas feições faciais marcantes, criadas pelos longos pelos pretos no rosto e pelas grandes orelhas dobradas”, afirmou a FAU.“A descoberta do Colobus congoensis está reformulando nossa compreensão da evolução dos macacos africanos”, disse a autora sênior do estudo, Kate Detwiler, professora associada de ciências biológicas na Faculdade de Ciências Charles E. Schmidt da FAU.“Seu parente conhecido mais próximo é o Colobus satanas, encontrado a mais de 1.200 quilômetros (746 milhas) de distância, na região centro-oeste da África”, disse ela. “No entanto, nossas evidências genéticas mostram que as duas espécies divergiram há aproximadamente 4 a 5 milhões de anos, marcando uma das mais antigas divisões evolutivas conhecidas dentro da linhagem Colobus.”O processo de descrição da nova espécie começou em 2008, quando um macaco incomum foi fotografado por pesquisadores que trabalhavam na região centro-leste da República Democrática do Congo. Dez anos depois, eles fizeram uma observação mais clara e, entre 2018 e 2022, registraram 114 avistamentos.Além da anatomia e das observações de campo, os pesquisadores também tiveram que estudar a genética do macaco e usar o conhecimento ecológico local para provar que se tratava de uma espécie nunca antes descrita.“Quando uma possível nova espécie é descoberta, as evidências precisam ser irrefutáveis”, disse o coautor Christopher Gilbert, professor de antropologia do CUNY Graduate Center e do Hunter College, em comunicado da CUNY.Veja outros animais com características únicas na natureza Trocar imagemTrocar imagem 1 de 23 Parente do demônio da Tasmânia, o quoll do norte é um pequeno marsupial carnívoro que é objeto de um mistério biológico. 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Eles podem atingir uma taxa máxima de 368 rotações por segundo • Adrian Smith Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 6 de 23 Pássaros canoros do gênero Junco-de-olhos-escuros mudaram o tamanho dos bicos durante o período da pandemia de Covid nos Estados Unidos por conta da mudança da oferta de alimento em um campus da Universidade da Califórnia • Sierra Glassman Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 7 de 23 Ácaros (batizados de Araneothrombium brasiliensis) parasitam aranhas e formam um colar de larvas para sugar fluídos. Descoberta brasileira envolveu pesquisadores do Instituto Butantan • Ricardo Bassini-Silva /Instituto Butantan Trocar imagemTrocar imagem 8 de 23 Veronika, uma vaca da raça Swiss Brown, vive em uma fazenda na pequena cidade austríaca de Nötsch im Gailtal. Ela surpreendeu cientistas ao demonstrar inteligência e usar ferramentas para se coçar • Antonio J. 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O sino do animal pode atingir até um metro de diâmetro, enquanto seus quatro braços podem chegar a até 10 metros de comprimento. • Reuters Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 12 de 23 As crianças adoram brincar de faz-de-conta, organizando festas de chá imaginárias, educando turmas de ursinhos de pelúcia ou administrando seus próprios mercadinhos. Agora, um novo estudo sugere que essa brincadeira de faz-de-conta não é um talento exclusivamente humano, mas uma habilidade que os grandes símios também possuem, como o bonobo • Iniciativa dos Macacos Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 13 de 23 Cientistas identificaram um novo tipo de célula visual em peixes de águas profundas que combina a forma e a estrutura dos bastonetes com a maquinaria molecular e os genes dos cones. Esse tipo híbrido de célula, adaptado para ambientes de pouca luz, foi encontrado em larvas de três espécies no Mar Vermelho. As espécies estudadas foram: o peixe-machado (Maurolicus mucronatus), o peixe-luz (Vinciguerria mabahiss) e o peixe-lanterna (Benthosema pterotum) • Wen-Sung Chung/Divulgação/Reuters Trocar imagemTrocar imagem 14 de 23 Chimpanzés selvagens em Uganda forneceram novo suporte à hipótese do "macaco bêbado" - a ideia de que os primatas são expostos há muito tempo a baixos níveis de álcool em frutas fermentadas, e podem até ser atraídos por eles - depois que testes de urina revelaram que a maioria das amostras continha um marcador metabólico direto de etanol, relataram pesquisadores em um novo estudo. • Reprodução Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 15 de 23 Estudo do Massachusetts Institute of Technology (MIT) aponta que os primeiros animais da Terra provavelmente eram ancestrais das esponjas marinhas. A pesquisa identificou “fósseis químicos” preservados em rochas com mais de 541 milhões de anos • Shutterstock Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 16 de 23 Predominantemente noturnos e incrivelmente esquivos, os elefantes-fantasma movem-se furtivamente pelas terras altas acidentadas de Angola. Eles evitam os humanos, tornando cada avistamento — e cada imagem capturada por armadilha fotográfica • Kerllen Costa e Antonio Luhoke Trocar imagemTrocar imagem 17 de 23 Conhecido como Arota Festae, cientistas descobriram um raro gafanhoto de coloração rosa vibrante, capaz de mudar de cor para um verde que imita folhas de plantas tropicais • Reprodução Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 18 de 23 Esta espetacular víbora-de-fosseta estava entre as 11 novas espécies descobertas nos carstes do Camboja — antigos penhascos de calcário com sistemas de cavernas escondidos. Embora seu nome oficial ainda não tenha sido definido, o termo "fosseta" refere-se ao órgão termossensível em sua cabeça, que ela usa para detectar e rastrear presas de sangue quente • Phyroum Chourn/Fauna e Flora Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 19 de 23 Uma espécie de pequeno peixe foi observada por milhares de pessoas escalando uma cachoeira vertical de 15 metros de altura na República Democrática do Congo, em um comportamento que ilustra as maneiras surpreendentes e engenhosas pelas quais os animais podem se adaptar a ambientes extremos • Reuters Trocar imagemTrocar imagem 20 de 23 As crianças humanas costumam copiar as preferências dos amigos por brinquedos ou roupas, enquanto os adultos tendem a aderir a dietas populares ou tendências de estilo de vida. Agora, descobriu-se que esse tipo de imitação não é exclusivo da nossa espécie, já que papagaios selvagens aprendem a experimentar novos alimentos copiando seus semelhantes, sugere um novo estudo • Júlia Penndorf Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 21 de 23 Na Angola, uma aranha-caranguejo coroada que brilha em azul sob luz ultravioleta — por razões ainda desconhecidas para os cientistas • Nicky Bay/O Projeto Wilderness Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 22 de 23 Mas uma espécie recém-descoberta na Austrália usa sua seda para criar uma armadilha mortal em forma de cone com mola, que arremessa a presa em direção à teia principal da aranha. Cientistas descobriram recentemente que essa armadilha é obra de uma aranha da floresta tropical do norte de Queensland.  • Ajay Narendra Trocar imagemTrocar imagem 23 de 23 A ideia de que os espermatozoides são sempre células microscópicas acaba de ser desafiada por uma descoberta da biologia reprodutiva. O macho da mosca-da-fruta (Drosophila melanogaster) foge completamente à regra ao produzir espermatozoides gigantes, que podem atingir cerca de 1,8 milímetro de comprimento • jhenning/Pixabay visualização default visualização full visualização grid“Analisamos coleções de museus e conjuntos de dados comparativos, examinando crânios, peles e anatomia esquelética juntamente com espécimes de macacos colobus africanos conhecidos”, disse ele. “Essas comparações nos permitiram demonstrar conclusivamente que o Colobus congoensis representa uma espécie distinta.”No entanto, existem algumas preocupações de conservação em relação ao Likweli, visto que os avistamentos foram feitos numa área de cerca de 1.700 quilômetros quadrados (656 milhas quadradas).“Os pesquisadores propõem que o Colobus congoensis seja classificado como espécie em perigo de extinção devido à sua distribuição geográfica restrita, à perda de habitat e à pressão da caça”, afirma o comunicado da CUNY. “A maior parte do seu habitat conhecido está localizada dentro do Parque Nacional de Lomami, tornando a proteção da região crucial para a sobrevivência da espécie.”‘Raro e emocionante’Alexander Georgiev, professor sênior de primatologia na Universidade de Bangor, no País de Gales, que não participou do estudo, classificou a análise como “muito completa e convincente”.“Descobrir uma nova espécie de macaco que não só é desconhecida pela ciência, como também é pouco conhecida pelas pessoas que vivem onde ela ocorre, é algo muito raro e realmente emocionante”, disse ele à CNN na quinta-feira.“Os autores do estudo relatam que os moradores de apenas oito das 52 aldeias que fazem fronteira com a área de distribuição dessa nova espécie que visitaram foram capazes de fornecer informações sobre esse primata e descrevê-lo”, disse Georgiev.“Isso explica por que demorou tanto para que a espécie fosse documentada pela ciência”, acrescentou.“A floresta tropical congolesa onde vive esse primata é vasta e grandes partes dela não foram bem exploradas pelos cientistas.”