O Ministério Público Eleitoral (MPE) instaurou procedimento para investigar o prefeito de Érico Cardoso (BA), Eraldo Félix, e encaminhou o caso à Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) após a divulgação de um vídeo em que ele e o vice-prefeito, Deivison Mendonça, condicionam a permanência de servidores municipais ao apoio político ao grupo e à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT). A investigação apura se a conduta pode caracterizar coação e assédio eleitoral.A medida foi adotada pelo promotor eleitoral Victor de Araújo Fagundes, da 111ª Zona Eleitoral de Paramirim. Segundo nota divulgada pelo Ministério Público, o procedimento foi instaurado e remetido à Procuradoria Regional Eleitoral para a adoção das medidas judiciais cabíveis. Leia também Mirelle PinheiroPMs são alvo de operação após mortes de jovem e adolescente na Bahia Mirelle PinheiroINSS: neto descobre cobrança feita por 4 anos na aposentadoria da avó Mirelle PinheiroPF liga expansão da fraude no INSS ao período da pandemia Mirelle PinheiroErro em propina ajudou PF a desvendar esquema no INSS O caso ganhou repercussão após a divulgação de um vídeo de cerca de dez minutos nas redes sociais. Na gravação, o prefeito e o vice afirmam que os servidores que não estiverem dispostos a integrar o “time” da gestão devem deixar os cargos para evitar futuras demissões.“Quem não tiver a fim de fazer parte desse time, pede para sair logo agora. Porque a hora é agora, para não me dar sequer a decepção de ter que mandá-los embora”, afirma Eraldo Félix em um dos trechos do vídeo.Ainda na gravação, o prefeito declara que “só tem um técnico: Eraldo e Deivison” e afirma que quem não jogar “de acordo com o time” não fará parte da administração.Segundo o Ministério Público, as declarações podem representar tentativa de constranger servidores públicos a aderirem politicamente ao grupo que comanda o município.Além da investigação eleitoral, o caso também é analisado sob a perspectiva de possível improbidade administrativa.