Saber quais são os países que usam Pix é uma curiosidade relativamente comum. Em pouco mais de cinco anos, o Pix deixou de ser uma novidade para se tornar o principal meio de pagamento dos brasileiros. Criado pelo Banco Central do Brasil, o sistema movimenta bilhões de transações todos os meses, já superou os cartões em quantidade de operações e até registrou uma transferência de R$ 2 bilhões. Apesar da popularidade, algumas características ainda passam despercebidas por muitos usuários. Afinal, o Pix funciona em outros países? É obrigatório cadastrar uma chave? Existe alguma forma de recuperar dinheiro enviado em um golpe? Confira, a seguir, sete curiosidades sobre o Pix.🔎 Empréstimo de R$ 500 na hora via Pix para negativado: como e onde fazer📲 Comparador de celulares do TechTudo: como usar a ferramenta e economizarQuais países usam Pix? Qual o maior Pix já feito? Veja 7 curiosidadesLaura Storino/TechTudo📝 Pix e PicPay é a mesma coisa? Veja no fórum do TechTudoÍndiceO Pix não é usado em outros paísesExistem versões do "Pix" em mais de 50 paísesNem todo Pix precisa de uma chaveO Pix já ultrapassou cartões em popularidadeExiste uma forma de tentar recuperar um Pix feito em golpeO maior Pix já feito é de R$ 2 bilhõesO Pix já é o meio de pagamento mais usado pelos brasileiros1. O Pix não é usado em outros paísesO Pix é um sistema de pagamentos instantâneos criado e operado exclusivamente pelo Banco Central. Isso significa que ele só funciona entre instituições financeiras participantes do Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI), infraestrutura responsável por processar as operações em poucos segundos, 24 horas por dia.Na prática, não é possível enviar um Pix diretamente para uma conta bancária de outro país nem utilizá-lo para fazer pagamentos em estabelecimentos estrangeiros. Quem precisa transferir dinheiro para o exterior ainda depende de serviços específicos para remessas internacionais.O sucesso do sistema brasileiro, porém, despertou o interesse de autoridades monetárias ao redor do mundo. Desde o lançamento, o Pix passou a ser estudado como referência por bancos centrais interessados em modernizar seus próprios meios de pagamento.🔎Pix pelo WhatsApp funciona mesmo? Testei por 7 dias e te conto O Pix é uma ferramenta exclusiva do Brasil Mariana Saguias/TechTudo2. Existem versões do "Pix" em mais de 50 paísesEmbora o Pix seja exclusivo do Brasil, ele faz parte de uma tendência global de adoção dos chamados sistemas de pagamentos instantâneos. Segundo o Banco de Compensações Internacionais (BIS), mais de 50 países já possuem plataformas com funcionamento semelhante, permitindo transferências praticamente em tempo real entre contas bancárias.Entre os exemplos mais conhecidos estão o UPI, da Índia, o Faster Payments, do Reino Unido, o PromptPay, da Tailândia, o PayNow, de Singapura, e o FedNow, lançado recentemente nos Estados Unidos.Apesar das semelhanças, esses sistemas não se comunicam entre si. Em outras palavras, não é possível enviar um Pix para um usuário do UPI ou do FedNow, por exemplo. Cada plataforma opera apenas dentro das regras estabelecidas pelo país em que foi criada.🔎Pix no crédito: como funciona o fiado? Saiba se vale a pena ou se é furada Existem modalidades semelhantes ao Pix em diversos países do mundoBruno Peres/Agência Brasil3. Nem todo Pix precisa de uma chaveAs chaves Pix facilitaram bastante as transferências, mas elas não são obrigatórias. O usuário também pode fazer um pagamento informando manualmente os dados bancários do destinatário, como banco, agência, número da conta e CPF ou CNPJ.Outra alternativa bastante comum é o uso do QR Code. Em lojas físicas e estabelecimentos comerciais, basta apontar a câmera do aplicativo do banco para preencher automaticamente as informações da cobrança.Nas compras pela Internet, também é frequente encontrar a opção Pix Copia e Cola, que gera um código para ser copiado e colado no aplicativo da instituição financeira.A modalidade funciona da mesma forma que o QR Code e é uma alternativa útil quando o dispositivo usado para fazer a compra é o mesmo utilizado para realizar o pagamento.🔎 Bloqueio cautelar do Pix: como funciona, como desbloquear e evitar Nem todo Pix precisa de uma chaveReprodução/Freepik4. O Pix já ultrapassou cartões em popularidadeO Pix levou pouco tempo para se consolidar como um dos principais meios de pagamento do país. Dados do Banco Central mostram que, no último trimestre de 2024, o sistema respondeu por 47% de todas as transações de pagamento realizadas no Brasil (desconsiderando operações em dinheiro), superando os cartões de crédito, débito e pré-pagos em quantidade de operações.O resultado reflete a praticidade da ferramenta. Além de funcionar 24 horas por dia, sete dias por semana, o Pix permite transferências em poucos segundos e, para pessoas físicas, geralmente não cobra tarifas. Com isso, passou a fazer parte da rotina dos brasileiros, sendo utilizado em compras presenciais, lojas virtuais, restaurantes, farmácias e diversos outros estabelecimentos.🔎 Pagamento por aproximação com celular ou cartão: qual te protege mais?Pix já é mais popular do que o cartão de créditoMariana Saguias/TechTudo5. Existe uma forma de tentar recuperar um Pix feito em golpeEmbora as transferências via Pix sejam concluídas quase instantaneamente, isso não significa que o dinheiro esteja perdido em todos os casos de fraude. Desde 2021, o Banco Central mantém o Mecanismo Especial de Devolução (MED), criado para ajudar vítimas de golpes envolvendo o sistema.O procedimento não funciona como um botão de "cancelar Pix". Ao perceber que caiu em um golpe, o cliente deve entrar em contato com o banco ou instituição financeira o mais rápido possível. Se houver indícios de fraude, a instituição poderá acionar o MED para solicitar o bloqueio cautelar dos recursos ainda disponíveis na conta que recebeu o dinheiro.Caso a análise confirme a fraude e o valor ainda esteja disponível, o dinheiro pode ser devolvido integral ou parcialmente à vítima. Se os recursos já tiverem sido sacados ou transferidos para outras contas, porém, a recuperação pode não ser possível. Também é recomendado registrar um boletim de ocorrência para ajudar na investigação do caso.🔎 Nova regra do Pix 2026 ajuda a rastrear dinheiro perdido em golpes; entenda Pix possui mecanismo para recuperação de dinheiroMariana Saguias/TechTudo6. O maior Pix já feito é de R$ 2 bilhõesO Pix não possui um limite máximo de valor definido pelo Banco Central. Os valores permitidos são estabelecidos pelas próprias instituições financeiras, principalmente como medida de segurança para pessoas físicas. Por isso, o sistema pode ser usado tanto para pagar um café quanto para movimentar bilhões de reais entre empresas. Segundo o Banco Central, a maior transferência já registrada pelo Pix foi de R$ 2 bilhões. A operação ocorreu entre duas pessoas jurídicas (PJ), mas a autoridade monetária não divulga quais empresas enviaram e receberam o dinheiro nem qual era a finalidade da operação, já que essas informações são protegidas pelo sigilo bancário.Apesar do recorde impressionante, a realidade da maioria dos brasileiros é bem diferente. Estatísticas do Banco Central mostram que grande parte das transferências movimenta valores relativamente baixos, usados em despesas do dia a dia. Para pessoas físicas, os bancos ainda estabelecem limites de movimentação, principalmente durante a noite, como forma de reduzir prejuízos em casos de fraude ou roubo de celular.BC registrou um único Pix de R$ 2 biMariana Saguias/TechTudo7. O Pix já é o meio de pagamento mais usado pelos brasileirosAlém de liderar em quantidade de transações, o Pix também se tornou o meio de pagamento preferido da população. A pesquisa "O brasileiro e sua relação com o dinheiro", divulgada pelo Banco Central em 2024, mostra que 76,4% dos brasileiros utilizam o sistema, enquanto 46,1% afirmam que ele é o instrumento de pagamento usado com maior frequência, à frente do dinheiro em espécie, do cartão de débito e do cartão de crédito.Os números ajudam a explicar a rápida mudança de comportamento dos consumidores desde o lançamento do Pix, em novembro de 2020. Em poucos anos, o sistema deixou de ser uma alternativa para transferências bancárias e passou a ser usado para pagar compras em lojas físicas e virtuais, contas de consumo, impostos, serviços e até mensalidades.O Banco Central também ampliou as possibilidades de uso da ferramenta ao longo dos últimos anos. Hoje, o ecossistema inclui recursos como Pix Agendado, Pix Automático e Pix por Aproximação, o que contribuiu para consolidar o sistema como o principal meio de pagamento do país.Com informações de Banco Central do Brasil (1 e 2)Mais do TechTudo