Mais rios, menos mar: a nova forma de passar férias em Portugal

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O primeiro é económico. Passar férias junto ao mar tornou-se significativamente mais caro. O preço do alojamento nas principais zonas balneares disparou nos últimos anos, sobretudo devido à procura turística internacional e ao crescimento do alojamento local. Para muitas famílias portuguesas, uma semana no litoral representa hoje um esforço financeiro difícil de suportar, levando-as a procurar alternativas mais acessíveis no interior.Depois há a questão da lotação. As praias mais conhecidas registam, durante julho e agosto, níveis elevados de ocupação, filas de trânsito, dificuldade em estacionar e pouca tranquilidade. Para muitos portugueses, férias passaram a significar precisamente o contrário: sossego, espaço e contacto com a natureza.A crescente valorização da floresta e dos espaços naturais é outro fator. As praias fluviais, percursos pedestres, rios e montanhas ganharam notoriedade nos últimos anos graças ao investimento de municípios e à divulgação nas redes sociais e no turismo nacional. Estudos realizados em Portugal mostram que estes espaços têm hoje um elevado valor recreativo e representam uma alternativa cada vez mais procurada ao litoral.Também o clima pesa na decisão. As vagas de calor são cada vez mais frequentes e intensas em Portugal, tornando menos agradável permanecer durante horas em praias expostas ao sol. A comunidade científica tem alertado para o aumento da frequência e intensidade destes fenómenos, o que influencia os hábitos de lazer da população.No fundo, a praia continua a fazer parte das férias de muitos portugueses. Mas já não é uma escolha automática. O interior, a sombra das árvores, a água doce e a tranquilidade conquistaram um espaço que há poucos anos parecia reservado quase exclusivamente ao mar.O conteúdo Mais rios, menos mar: a nova forma de passar férias em Portugal aparece primeiro em Revista Líder.