A Nova Zelândia registrou seu primeiro caso da gripe aviária H5N1, altamente letal, após uma ave marinha migratória encontrada em uma praia próxima à capital, Wellington, testar positivo para o vírus, informou nesta quarta-feira (15) o ministro da Biosegurança, Andrew Hoggard.O caso envolvendo um mandrião-pardo (brown skua), uma espécie de ave marinha, ocorre depois que o vírus foi detectado no mês passado na Austrália, o último continente a registrar a presença da doença. A cepa altamente patogênica H5 vem se espalhando entre populações de aves silvestres e mamíferos desde 2021, causando a morte de milhões de animais e infectando criações de aves, fazendas leiteiras e alguns trabalhadores rurais.“Não há evidências de mortalidade em massa na fauna silvestre ou de transmissão entre aves selvagens na Nova Zelândia. Também não houve detecção em aves de criação”, afirmou Hoggard em comunicado. Leia Mais Austrália relata segundo caso de gripe aviária H5N1 em menos de uma semana Filipinas registram foco de gripe aviária H5N1 Entenda o que já se sabe sobre hantavírus no Brasil A Nova Zelândia vinha se preparando para a chegada do H5N1, trabalhando com a indústria avícola para desenvolver planos de biossegurança e de fortalecimento da capacidade de resposta.Hoggard afirmou que o país pode observar um padrão semelhante ao registrado na vizinha Austrália, onde foram confirmadas ou consideradas prováveis 14 detecções de gripe aviária H5 até esta quarta-feira.As autoridades de saúde iniciaram um programa de vacinação para 300 aves reprodutoras de cinco das espécies mais ameaçadas de extinção do país, informou o ministro.O vírus H5 foi confirmado na Ilha Heard, território australiano subantártico, no fim de 2025.