O petróleo volta a mandar nos mercados? Estes são os sinais de alerta

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O petróleo pode estar a voltar ao centro das decisões dos mercados financeiros. Num relatório publicado a oito de julho de 2026, intitulado The return of oil?, o banco americano J.P. Morgan alerta para os efeitos da nova escalada no Médio Oriente sobre o preço do Brent, as yields e a volatilidade.Segundo o banco, as preocupações regressaram depois de ataques a navios no Estreito de Ormuz, de novos ataques dos EUA ao Irão e da revogação de uma autorização que permitia ao Irão vender petróleo. A tensão aumentou ainda mais depois de o Presidente Donald Trump afirmar que o cessar-fogo estava ‘terminado’ e admitir novos ataques e o eventual regresso de um bloqueio naval.O impacto foi imediato. O preço do Brent crude subiu de cerca de 72 dólares por barril no dia seis de julho, tendo ultrapassado os 77 dólares hoje. Ao mesmo tempo, as yields dos mercados desenvolvidos aumentaram ao longo da curva, enquanto a volatilidade implícita recuperou as perdas da semana anterior.A relação entre petróleo e juros pode estar a regressarPara o J.P. Morgan, o ponto central não é apenas a subida do petróleo, mas o facto de este movimento poder voltar a influenciar diretamente outros ativos financeiros.O banco recorda que, nos primeiros meses do conflito, o petróleo foi o principal fator a conduzir as yields, os spreads de swaps, a curva de swaps e a volatilidade implícita. Essa relação começou a perder força em junho, quando as tensões geopolíticas aliviaram. No entanto, os movimentos dos últimos dias podem indicar uma reaproximação entre o preço do petróleo e a dinâmica das taxas.Ainda assim, o relatório sublinha que é demasiado cedo para tirar conclusões definitivas. O banco recomenda cautela e desaconselha a abertura de posições short-gamma, considerando que os mercados deverão continuar vulneráveis a notícias de última hora e a movimentos bruscos. Yields sobem, spreads ficam praticamente inalteradosEntre 6 e 8 de julho, as yields dos swaps SOFR subiram em várias maturidades. A yield a 2 anos avançou de 3,98% para 4,05%, a de 5 anos passou de 3,92% para 4,02%, a de 10 anos subiu de 4,06% para 4,14% e a de 30 anos aumentou de 4,25% para 4,32%.Já os spreads de swaps permaneceram praticamente inalterados no mesmo período, enquanto a volatilidade implícita aumentou em todas as maturidades analisadas pelo banco. O que está em causa para os investidores?A questão agora é perceber se o petróleo volta a ser o principal motor dos mercados, num contexto em que os investidores continuam atentos à inflação, às taxas de juro e aos riscos geopolíticos.Se a escalada no Médio Oriente continuar a pressionar o Brent, o impacto poderá ir além do setor energético. Para o J.P. Morgan, o cenário exige prudência: os mercados permanecem expostos a riscos de manchete, mudanças rápidas de sentimento e movimentos repentinos nos preços dos ativos.O conteúdo O petróleo volta a mandar nos mercados? Estes são os sinais de alerta aparece primeiro em Revista Líder.