O mês de junho é também o mês de conscientização sobre o câncer de cabeça e pescoço. Assim, feridas na boca que não cicatrizam, rouquidão persistente, dor ou dificuldade para engolir, alterações na voz, caroços no pescoço e perda de peso sem causa aparente são sinais que merecem atenção. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de cabeça e pescoço abrange tumores na cavidade oral, língua, faringe, laringe, tireoide e seios da face. Ainda diante de dados do Instituto, o tabagismo e o consumo de álcool são os principais fatores de risco dentro desses tipos da doença. Nos últimos anos, a infecção pelo HPV também passou a ter papel importante, especialmente nos tumores de orofaringe. Leia Mais Câncer de esôfago quase não dá sinais: entenda por quê Neoplasia cervical e câncer de pescoço: entenda os tipos e diferenças Asco 2026: os avanços mais importantes no tratamento do câncer A fonoaudióloga Camila Ferreira Molento, especialista em reabilitação oncológica, explica que, no entanto, o tratamento não termina quando o tumor é controlado, mas que existe um longo processo para que o paciente possa voltar a realizar as mais simples tarefas como falar ou se alimentar. “O câncer de cabeça e pescoço pode comprometer funções que fazem parte da vida diária e da identidade da pessoa. Falar, comer, engolir e respirar com segurança são capacidades que precisam ser preservadas sempre que possível e reabilitadas quando afetadas. Esse cuidado começa antes mesmo do tratamento oncológico.” Dessa forma, um passo importante durante e após cirurgias, radioterapia ou quimioterapia, é o tratamento fonoaudiológico, essencial na reabilitação da deglutição, voz, fala, mastigação e comunicação, reduzindo complicações, favorecendo o retorno à alimentação por via oral e contribuindo para a recuperação funcional. Como o câncer acontece? O que a ciência sabe e o futuro do tratamento | CNN Sinais VitaisA principal orientação do INCA é: se os sintomas persistirem por mais de duas semanas devem ser investigados. Assim, quanto mais precoce o diagnóstico, maiores são as possibilidades de tratamentos menos agressivos e de preservação das funções que garantem independência e participação social. *Sob supervisão de Thomaz Coelho