Responsáveis por desenvolver smartphones, redes sociais e outras plataformas digitais que se tornaram sucesso globalmente, alguns dos principais nomes da indústria de tecnologia adotaram regras rígidas em casa para proteger seus filhos do uso em excesso de eletrônicos. Primeiro grande investidor do Facebook, Peter Thiel é um deles, como destacou a Fortune em reportagem publicada no último domingo (12).Esse tipo de medida ganha força em meio às preocupações com o tempo cada vez maior que crianças e adolescentes passam conectados, levando países a proibir o uso das redes sociais por menores de 16 anos. Austrália e Malásia estão entre as primeiras nações a anunciarem o veto, enquanto França, Reino Unido e Dinamarca planejam leis semelhantes.Limites para uso de tela em casaPara reduzir as atividades online de seus dois filhos pequenos, Thiel permite que eles usem telas durante 1h30 por semana, apenas, controlando o acesso a smartphones e tablets. O cofundador do PayPal abordou o assunto durante evento em 2024, provocando surpresa na plateia.Tornando-se o bilionário mais jovem do mundo em 2015, o CEO da Snap, Evan Spiegel, também limitava o tempo de tela semanal do primeiro filho a 1h30;O cofundador da Microsoft, Bill Gates, é outro magnata da tecnologia que adotou filosofia semelhante, tendo impedido os filhos de usar celulares antes dos 14 anos e proibido a presença dos portáteis na mesa de jantar;Já o CEO do TikTok, Shou Zi Chew, afirmou que seus filhos são muito jovens para usar o popular app de vídeos curtos;Em 2023, Chew declarou que abriria exceção com a configuração de proteção de menores como a existente nos Estados Unidos, incluindo ausência de anúncios e proibição de publicação para quem tem menos de 13 anos.Filhos de Bill Gates só usaram celular depois dos 14 anos. (Imagem: Sean Gallup/Getty Images)A reportagem lembra que até mesmo o cofundador da Apple, Steve Jobs, estabeleceu regras semelhantes. Em 2010, ele declarou que seus filhos não haviam usado o iPad, com o objetivo de impedir tempo de tela excessivo pelas crianças.Outro nome citado é o do cofundador do YouTube, Steve Chen, que proíbe os filhos de assistirem a vídeos curtos por acreditar que o formato reduz a capacidade de atenção, prejudicando o cérebro. Elon Musk, por sua vez, chegou a se mostrar arrependido de não limitar o uso de redes sociais pelos filhos.“Crianças do iPad”Reforçando a opinião de Chen, um estudo feito em 2025 com 100 mil pessoas concluiu que o acesso frequente aos vídeos curtos é constantemente associado ao baixo desempenho cognitivo e a declínios na saúde mental. Esses problemas podem afetar pessoas de diferentes faixas etárias, inclusive os mais velhos.Nos EUA, usuários com idade entre 8 e 18 anos passam cerca de 7h30 por dia assistindo ou utilizando telas, em média, tendência que se intensificou nos últimos anos e levou ao surgimento do termo “crianças do iPad”. Os dados são da Academia Americana de Psiquiatria Infantil e Adolescente.Siga no TecMundo e confira as medidas mais recentes do Instagram para reduzir o uso da rede social por menores de 13 anos.