Em ato, presidente do PT diz que Jaques Wagner é "motivo de orgulho"

Wait 5 sec.

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, reforçou nesta quarta-feira (15/7) o apoio do partido ao senador Jaques Wagner (PT-BA), alvo de uma investigação da Polícia Federal (PF) sobre o Banco Master.“Quem aqui já achou que foi injustiçado? Mas o tempo é o senhor da razão. Quem vai mostrar o que é justiça ou injustiça é a interpretação de Deus. Quero dizer que tem um homem na Bahia que é motivo de orgulho para nós do Brasil e esse homem tem nome que é Jaques Wagner”, declarou o petista.A fala foi dada durante o lançamento nacional dos Comitês Populares de Luta, realizado na Quadra da Paróquia Santa Mônica, em Salvador (BA).O gesto de Edinho representa uma nova demonstração pública de apoio de integrantes do partido a Jaques desde que o senador foi alvo da nona fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em 18 de junho. Na ocasião, o presidente do PT afirmou que o petista era “depositário” da confiança da sigla e disse acreditar que ele provaria a própria inocência. Leia também BrasilMaster: Valdemar vê “exagero” nas ações contra Ciro e Jaques Wagner BrasilNa Bahia, Lula chama Jaques Wagner de “companheiro de longa data” BrasilApós operação da PF, Jaques aparece ao lado de Lula em evento na Bahia BrasilPela 1ª vez após ação da PF, Lula e Jaques têm agenda pública na Bahia InvestigaçãoA PF investiga se Jaques atuou no Congresso em pautas de interesse do Banco Master.Segundo a corporação, mensagens extraídas do celular do empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, indicam que o senador teria sido um “interlocutor relevante” do grupo em assuntos como crédito consignado, venda do banco ao BRB e propostas relacionadas ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC).Os investigadores também apuram suspeitas sobre benefícios que teriam sido concedidos ao senador, entre eles viagens em aeronaves, ingressos para shows e um apartamento em Salvador. Wagner nega irregularidades, afirma que manteve apenas relações institucionais com os envolvidos e que não foi denunciado nem se tornou réu no caso.O desgaste levou Jaques a deixar a liderança do governo no Senado em 24 de junho, em decisão tomada em comum acordo com Lula. Na ocasião, o senador afirmou que se dedicaria a provar a própria inocência e às campanhas de Lula, do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e à sua tentativa de reeleição ao Senado.O parlamentar nega as supostas irregularidades.