Trump diz que a CIA divulgará plano de Maduro sobre eleições na Venezuela

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou nesta quinta-feira, 16, a aproximação com a Venezuela, ocorrida após a ação militar que capturou o então ditador Nicolás Maduro, no início do ano. Segundo Trump, a Agência Central de Inteligência (CIA) divulgará dados que comprovam que o ex-líder venezuelano influenciou o processo eleitoral nos Estados Unidos.“Vencemos na Venezuela e agora eles estão trabalhando em conjunto com Washington para disponibilizar ‘milhões e milhões’ de barris de petróleo”, disse Trump, em pronunciamento.O presidente americano citou ainda a guerra contra o Irã, que os Estados Unidos estariam “vencendo”, mas que tem sido “difícil de encerrar”. Trump afirmou que o país está obtendo avanços significativos em várias frentes na política externa.Suposta interferência da ChinaTrump também acusou a China de promover o que classificou como “a maior violação conhecida de dados eleitorais”, em um esquema que também envolveria outros países. A fraude, segundo Trump, começou nas eleições presidenciais de 2020, quando foi derrotado pelo democrata Joe Biden.“Documentos recém-divulgados mostram que, ao longo de vários anos, a partir do ciclo eleitoral de 2020, a China realizou o que se acredita ter sido o maior comprometimento de dados eleitorais da história, resultando na aquisição ilícita, pela China, de 220 milhões de registros de eleitores dos Estados Unidos”, disse o republicano em pronunciamento. Trump afirmou ainda que a Casa Branca divulgou documentos que comprovariam as acusações.O presidente americano declarou que a violação representa um risco à segurança do processo eleitoral, uma vez que os dados acessados incluem nomes, endereços, telefones, preferências partidárias e outras informações sensíveis usadas no registro de eleitores, o que, para ele, poderia ser empregado “em outras atividades”, sem especificar.“Houve grandes danos ao nosso país: nossas eleições ficaram vulneráveis a fraudes e manipulações, e a confiança do povo americano foi abalada. Isso não pode continuar”, acrescentou.Na mesma fala, Trump também criticou emissoras de TV dos Estados Unidos que teriam informado que não transmitiriam o discurso e as ameaçou com a cassação dos direitos de transmissão.O Ministério das Relações Exteriores da China rejeitou nesta sexta-feira (17) as acusações do presidente dos EUA, Donald Trump, de interferência eleitoral por parte do país, classificando-as como uma tentativa deliberada de difamar Pequim.Em entrevista coletiva regular, o porta-voz do ministério, Lin Jian, disse que a China “não tem interesse em interferir nas eleições dos EUA e nunca o fez”, reiterando que Pequim segue o princípio de não interferência nos assuntos internos de outros países.*com informações do Estadão Conteúdo