As ações do Banco do Brasil (BBAS3) seguem em processo de recuperação após encontrarem suporte em R$ 18,87, mas ainda precisam superar importantes barreiras gráficas para confirmar uma reversão mais consistente. Na última sessão, o papel avançou 1,02%, encerrando cotado a R$ 20,75, mantendo-se acima das médias móveis de 9 e 21 períodos no gráfico diário.Na minha leitura, o cenário técnico melhorou nas últimas semanas, mas ainda exige confirmação. No curto prazo, o ativo tenta reverter a tendência de baixa iniciada após a máxima anual, enquanto no gráfico semanal permanece em uma região de indefinição, negociando entre as principais médias móveis. Os próximos rompimentos deverão indicar se a recuperação ganhará força ou se o movimento corretivo voltará a predominar.Análise técnica Banco do Brasil (BBAS3)No gráfico diário, observo que BBAS3 segue acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, enquanto a média de 200 períodos, em R$ 22,05, continua sendo a principal resistência dinâmica do movimento. Desde o fundo em R$ 18,87, o ativo vem construindo uma recuperação gradual, mas ainda precisa confirmar uma mudança mais consistente na tendência.O IFR (14) marca 60,01 pontos, em região neutra, indicando que ainda existe espaço para continuidade da recuperação sem que o mercado apresente sinais de sobrecompra. Na minha leitura, o viés de curto prazo melhorou, mas a reversão dependerá da manutenção do fluxo comprador.Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo PazPara fortalecer esse movimento, será importante superar as resistências em R$ 20,82 e R$ 21,54. Acima dessas regiões, a ação poderá testar a média móvel de 200 períodos, em R$ 22,05, e posteriormente buscar R$ 22,46 e R$ 24,13.Por outro lado, caso volte a perder força e rompa os suportes em R$ 20,00 e R$ 19,30, o fluxo vendedor poderá ganhar intensidade, abrindo espaço para novas quedas em direção a R$ 18,87, R$ 17,77 e R$ 17,00.Médio prazo (gráfico semanal)Confira nossas análises:Cogna (COGN3) testa suporte crítico; veja os próximos níveis da açãoCSN Mineração (CMIN3) corrige após rali; ação pode voltar a subir?Caixa Seguridade mantém forte impulso comprador; Vale continua pressionadaAnálise de médio prazoNo gráfico semanal, BBAS3 acumula queda de 3,19% em 2026, embora tenha chegado a registrar valorização superior a 26% ao longo do ano, quando atingiu a máxima de R$ 27,58. Desde então, o ativo entrou em um movimento corretivo, mas nas últimas semanas passou a ensaiar uma recuperação.Atualmente, a ação negocia entre as médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, refletindo um momento de indefinição. Nesta semana, o papel avança 0,83%, enquanto o IFR (14) marca 46,25 pontos, em região neutra, indicando equilíbrio entre compradores e vendedores.Fonte: Nelogica. Gráfico semanal. Elaboração: Rodrigo PazNa minha leitura, o ativo permanece em uma região decisiva. Para que a recuperação ganhe consistência, será importante superar as resistências em R$ 21,53 e R$ 21,80. Se esse rompimento ocorrer com aumento do volume comprador, a ação poderá buscar R$ 25,34, voltar a testar a máxima anual em R$ 27,58 e, posteriormente, mirar R$ 29,00.Por outro lado, caso o papel volte a perder força e rompa os suportes em R$ 18,73 e R$ 17,64, a pressão vendedora poderá ser retomada, abrindo espaço para quedas em direção a R$ 16,89, R$ 14,92, R$ 12,82 e R$ 12,00. Enquanto permanecer entre essas faixas, sigo entendendo que o mercado aguarda um rompimento mais consistente para definir a próxima tendência.(Rodrigo Paz é analista técnico)Guias de análise técnica:O que é uma linha de tendência na análise gráfica?O que são médias móveis e como usá-la para estratégia de TradeBandas de Bollinger: como usar e interpretar?Confira mais conteúdos sobre análise técnica no IM Trader. Diariamente, o InfoMoney publica o que esperar dos minicontratos de dólar e índice. The post Banco do Brasil (BBAS3) ensaia recuperação; o pior já passou? appeared first on InfoMoney.