Caso Helena: o que se sabe sobre morte de bebê de 10 meses

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A morte da bebê Helena Almeida, de 10 meses, ocorrida na última segunda-feira (13/7), em Fortaleza (CE), provocou comoção nacional e mobilizou autoridades, parlamentares e influenciadores nas redes sociais. O caso aconteceu no bairro Dionísio Torres e é investigado pela Polícia Civil do Ceará.Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), a criança deu entrada em uma unidade de saúde com lesões compatíveis com violência sexual. A causa oficial da morte, no entanto, ainda depende da conclusão dos laudos periciais.A criança foi sepultada na terça-feira (14/7), em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza. A mãe passou mal durante o velório e teve um episódio de desmaio. A missa de sétimo dia está marcada para domingo (19/7), às 19h, na Igreja dos Padres, na Rua Padre Alfredo Nessi, no bairro Parque Guadalajara.O que aconteceu com a bebê Helena?A bebê Helena, de 10 meses, morreu, na segunda-feira (13/7), em um hospital de Fortaleza após ter sido levada pela mãe Ysabelle Rodrigues para ser socorrida no local.Segundo relatos à polícia, a mãe disse que levou a criança até a unidade hospitalar depois de perceber que havia algo errado com a filha durante uma festa em um apartamento. Ela achou que a bebê estivesse engasgada.Ao chegar ao hospital, a equipe médica identificou lesões compatíveis com violência sexual e a polícia foi acionada. Além da violência sexual, é investigada a hipótese de asfixia.A causa da morte não foi oficialmente confirmada. São aguardados os resultados dos exames periciais na próxima semana, de acordo com a advogada Gleicy Kelly Leitão.6 imagensFechar modal.1 de 6Helena morreu aos 10 meses. Duas pessoas foram presas e a polícia investiga o casoReprodução Redes Sociais2 de 6A bebê morreu no hospital, onde foram identificadas lesões compatíveis com violência sexualReprodução / Redes sociais3 de 6Os suspeitos do crime são Francisco Ray, que mantinham um relacionamento casual com a mãe da bebêImagem cedida ao Metrópoles4 de 6E Roberto Levy Rodrigues, que é primo de Francisco RayImagem cedida ao Metrópoles5 de 6Ysabelle Rodrigues é a mãe da bebê. Ela levou a criança ao hospital suspeitando que ela estava engasgadaReprodução / Portal GC Mais6 de 6A mãe de bebê morta postou um desabafo nas redes sociais: "Só você sabe o quanto eu te amava"Reprodução / @silvyealvesQuem são os suspeitos do crime?No mesmo dia da morte da bebê, dois suspeitos foram presos: Francisco Ray Magalhães, de 22 anos, apontado pela mãe como seu “ficante”, e Roberto Levy Magalhães, 26 anos, primo de Francisco Ray.Segundo a polícia, ambos foram conduzidos à Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa) apresentando sinais de embriaguez.Posteriormente, a Justiça converteu as prisões em flagrante em prisões preventivas.Os dois permanecem em celas separadas. A medida busca preservar a integridade física dos investigados, já que crimes de violência sexual costumam gerar riscos dentro do sistema prisional.A defesa de Francisco Ray afirmou, por meio de nota, que o cliente “não estava no mesmo quarto em que a criança dormia”. A advogada Gleicy Kelly Leitão informou ainda que Francisco Ray se submeteu voluntariamente à coleta de material genético.A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Roberto Levy nem com a defesa da mãe de Helena. O espaço permanece aberto para manifestações.O que aconteceu momentos antes da morte?Em depoimento, Ysabelle Rodrigues afirmou que conheceu Francisco Ray Magalhães poucos dias antes do crime.Ela contou que, antes do ocorrido, participou de uma comemoração de aniversário do avô e do tio dele. Depois, foi convidada para uma confraternização no apartamento de um dos investigados, no bairro Dionísio Torres.Segundo o relato da mãe à polícia, ela dormia em uma rede com a filha quando decidiu mudar para um quarto porque a bebê estaria tossindo devido ao ar-condicionado. Nesse momento, teria discutido com Roberto Levy. Em seguida, disse ter “apagado”.Ao acordar, percebeu que Helena estava em outra posição. Ela afirmou ter visto Roberto Levy sobre a criança. Disse que o empurrou e saiu correndo pedindo socorro. Inicialmente, acreditou que a filha havia se engasgado.O que diz o pai da bebê Helena?O pai da bebê, Erisvaldo Almeida, afirmou nas redes sociais que recebeu a notícia da morte da filha quando retornava de uma viagem. Ele informou ainda que estava separado de Ysabelle Rodrigues havia cerca de dois meses. Além de Helena, o ex-casal tem um filho de 3 anos.Após a divulgação do depoimento da mãe, Erisvaldo fez publicações revoltado: “Ela está mentindo. Era para estar presa, ela e seu irmão.” Em outra publicação, escreveu: “Minha filha não vai voltar, mas quero justiça.”Repercussão nacionalO caso repercutiu entre autoridades e políticos de diferentes estados. A deputada federal Silvye Alves (União Brasil-GO), o senador Flávio Bolsonaro (PL), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o vereador do Rio de Janeiro Leniel Borel (PP), pai de Henry Borel, comentaram o caso nas redes sociais.Nikolas Ferreira lamentou a morte da criança e fez um alerta sobre a proteção de menores. O parlamentar afirmou ainda que não consegue compreender “o nível de maldade” do crime e defendeu que a principal forma de proteção das crianças continua sendo a vigilância da família.Leniel Borel, disse que a mãe “não pode ser condenada pelas redes sociais”, mas também “não pode ser automaticamente retirada da investigação”. O vereador acrescentou que é necessário esclarecer onde a mãe estava, quem teve acesso à criança e se houve negligência ou omissão.A deputada federal Silvye Alves reforçou que “todo cuidado é pouco com nossas crianças e adolescente”. Ela também ponderou que “para estupradores toda hora é hora, não importa lugar, não importa roupa, não importa se é um bebê indefeso”.O senador Flávio Bolsonaro (PL) defendeu, em suas redes sociais, a castração química para estupradores. “Esse tipo de vagabundo tem ou não tem que mofar na cadeia? Um estuprador só pode sair da cadeia se fizer castração química ou não? Eu sou a favor da castração química”, afirmou.