Carinho pós-sexo é essencial para maioria das pessoas, diz pesquisa

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Independente da orientação sexual ou do gênero, e até mesmo do tipo da relação, o carinho e o chamego são apontados como essenciais no pós-sexo, tão importantes quanto as preliminares para determinar se a transa foi boa ou não.  Leia também Pouca vergonhaQuais emojis evitar em app de paquera se quer um crush para fazer sexo Pouca vergonhaJulho Não-Mono: 3 formatos de relação aberta, segundo uma sexóloga Pouca vergonhaMelhora o sexo? Colocar gelo nos testículos é nova tendência entre homens Pouca vergonhaDisforia pós-sexo: condição pode causar choro e vergonha após a transa Um levantamento feito pelo Sexlog, rede social de sexo e swing, com mais de 4 mil pessoas mostrou que 8 em cada 10 pessoas valorizam o contato depois da relação sexual. Isso inclui abraços, carinho e conversa, 87% dos entrevistados acreditam que o momento do pós-sexo é crucial para fortalecer a intimidade. Para 68%, o momento após o sexo é tão importante quanto o próprio ato. Outros 9% afirmam que ele é ainda mais importante.“O pós-sexo costuma ser visto apenas como um detalhe, mas a pesquisa mostra que ele tem um papel importante na experiência como um todo. Muitas pessoas usam esse momento para reforçar a conexão, demonstrar interesse e criar intimidade”, avalia Mayumi Sato, CMO do Sexlog.O sexo envolve mais que o ato sexual em siMais da metade dos entrevistados, 52%, responderam que a troca de carícias é fundamental, vista como parte da relação. Mayumi acredita que essas respostas reforçam a ideia de que o sexo não começa e não acaba no ato sexual em si, mas que engloba tudo que acontece antes e depois.“Durante muito tempo, a sexualidade foi tratada como algo centrado apenas na penetração e no orgasmo. Mas a experiência sexual envolve conexão, desejo, troca e presença. Assim como as preliminares fazem parte do sexo, o momento posterior também integra essa experiência. Os dados mostram que as pessoas não enxergam o pós-sexo como um simples encerramento, mas como uma continuação da intimidade construída durante o encontro”, completa.Tipos de carinhoAlém de valorizar os momentos de conexão, os entrevistados revelaram ainda as diferentes formas de carinho que mais gostam depois de transar. Quando questionados sobre o que preferem fazer nos cinco minutos pós-sexo, 36% afirmaram que abraçam ou ficam de conchinha, enquanto 29% disseram que conversam com a outra pessoa.Para a maioria dos participantes, esses momentos, além de ajudar a consolidar a conexão emocional e melhorar a intimidade, ajudam a prolongar o prazer e deixar o encontro mais gostoso, mesmo que não estejam em uma relação amorosa.5 imagensFechar modal.1 de 5O sexo é um dos pilares para uma vida saudável, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS)PeopleImages/Getty Images2 de 5Uma vida sexual ativa e saudável tem impacto direto no bem-estarYana Iskayeva/Getty Images3 de 5O prazer e o orgasmo liberam hormônios responsáveis pela diminuição do estresse e pela melhora do sonoGetty Images4 de 5É possível manter a sexualidade ativa e saudável até a terceira idadefiladendron/Getty Images5 de 5No sexo, a liberdade permite testar novas posições e descobrir novas formas de prazerSouth_agency/Getty ImagesUma das respondentes, de 36 anos, reforça os resultados da pesquisa. “Eu gosto de ficar abraçada, fazendo carinho, sentindo a presença da pessoa ali. Mesmo em um encontro casual, eu prefiro ter esse momento e não ter aquele sentimento de que foi tudo mecânico, que gozou e acabou”, conta.A ausência dessa conexão é apontada por muitos, 48% dos respondentes, como um dos motivos pelos quais o encontro ou o sexo são considerados ruins. Um entrevistado comentou que não se apega ao carinho em si, mas que se incomoda quando a primeira reação da outra pessoa é pegar o celular.“Dá uma certa frustração quando a coisa acaba e o outro corre para o celular. Fico com aquela impressão de que perdi a atenção da pessoa e foi só aquilo mesmo. Acho que mesmo que não rolem carinhos e carícias, estar presente faz a experiência ser completa”, diz o homem de 39 anos.Entre os comportamentos que mais incomodam, se destacam pegar o celular, não demonstrar carinho e levantar imediatamente da cama.