Proteção das florestas em debate

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Celebrado em 17 de julho, o Dia de Proteção às Florestas reforça a importância de temas como conservação, combate ao desmatamento e preservação da biodiversidade. Nesse contexto, o licenciamento ambiental ganha destaque por definir as condições para a realização de atividades em áreas florestais e outros territórios ambientalmente sensíveis. As mudanças recentes nas regras também ampliam o debate sobre seus impactos para as comunidades locais e para os projetos socioambientais desenvolvidos nessas regiões. Em vigor desde fevereiro de 2026, a Lei nº 15.190/2025 estabeleceu novas normas gerais para o licenciamento ambiental no Brasil, incluindo a ampliação de modalidades simplificadas para determinadas atividades e alterações no processo de autorização ambiental. Para organizações que atuam em territórios ambientalmente sensíveis, as mudanças reforçam a necessidade de conciliar preservação ambiental, desenvolvimento local e participação das comunidades. De acordo com Diego Bartolo, cofundador e diretor de Marketing e Vendas (CSMO) da Incentiv, ecossistema de soluções focadas em gerar impacto social positivo ao conectar empresas, pessoas e projetos socioambientais por meio de leis de incentivo fiscal, investimentos contínuos em iniciativas voltadas à educação, cultura e conservação tornam-se ainda mais importantes para fortalecer essas comunidades. “As discussões sobre o licenciamento ambiental mostram que a preservação das florestas depende não apenas da legislação, mas também da capacidade de mobilizar recursos para diferentes iniciativas. As leis de incentivo fiscal permitem que empresas direcionem investimentos para projetos que promovem educação ambiental, inclusão, valorização das comunidades e conservação dos recursos naturais. Quando o investimento chega a esses projetos, ele fortalece organizações que conhecem a realidade local e geram impactos que permanecem para além de uma intervenção pontual“, destaca o CSMO.Foto de Imat Bagja Gumilar na UnsplashOrganizações que desenvolvem projetos viabilizados por leis de incentivo fiscal também avaliam que as novas regras podem influenciar tanto a execução das iniciativas quanto a relação com os territórios onde atuam. Para a Head de Planejamento da Mosaiky, Sueli Parisi, a simplificação do licenciamento pode ampliar o alcance de projetos culturais de baixo impacto ambiental, desde que acompanhada de compromisso com a sustentabilidade. “Como nossas atividades são exposições itinerantes e intervenções urbanas de baixo impacto ambiental, a simplificação do licenciamento pode agilizar a chegada das iniciativas às comunidades. Desenvolvemos projetos que convertem resíduos em arte e promovem educação ambiental. Entre eles estão o Zoo Urbano e o Pé de Arte, que utilizam materiais reutilizados e buscam deixar um legado para os territórios onde atuamos”, explica. Na avaliação do diretor de projetos da Amazônia B, Bellmond Viga, o principal desafio vai além da legislação e passa pela formação da população, especialmente dos jovens, para compreender que preservação ambiental e desenvolvimento econômico precisam caminhar juntos. “Em um cenário de mudanças nas regras do licenciamento, fortalecer a cultura da sustentabilidade torna-se ainda mais importante. Por meio do projeto Guardiões da Amazônia, buscamos ampliar o conhecimento dos jovens sobre o desenvolvimento sustentável. O objetivo é prepará-los para um mercado de trabalho cada vez mais voltado às soluções sustentáveis, especialmente na Amazônia, onde esse processo está diretamente ligado ao desenvolvimento da região. Em Manaus, essa discussão ganha ainda mais relevância pela proximidade com um dos principais polos industriais do país, que demanda inovação constante”, afirma. Para Bartolo, fortalecer iniciativas voltadas à educação ambiental e ao desenvolvimento sustentável também amplia os resultados das leis de incentivo em regiões onde conservação e desenvolvimento social estão diretamente conectados. “Para a Incentiv, fortalecer iniciativas voltadas à educação ambiental e ao desenvolvimento sustentável é uma forma de ampliar o impacto das leis de incentivo em áreas ambientalmente sensíveis onde conservação ambiental e desenvolvimento social caminham lado a lado. Apoiar esses projetos também contribui para a proteção das florestas e para a melhoria da qualidade de vida das comunidades que vivem nesses territórios”, finaliza.  Leia também: 1.12 cenas da floresta Amazônica que você nunca viu 2.Perdas florestais caem 42% no Brasil, aponta estudo The post Proteção das florestas em debate appeared first on CicloVivo.