A OpenAI apresentou nesta sexta-feira (17) uma nova abordagem para avaliar o retorno gerado pela inteligência artificial nas organizações. A proposta substitui indicadores tradicionais de adoção, como quantidade de usuários ou licenças contratadas, por uma análise baseada no trabalho efetivamente concluído.A empresa defende que o desempenho da IA deve ser medido pela relação entre o valor produzido e o custo necessário para alcançar resultados confiáveis. A ideia é avaliar não apenas o preço de processamento dos modelos, mas todo o esforço envolvido até a entrega de uma tarefa considerada bem-sucedida.Segundo a OpenAI, a evolução da tecnologia depende de quatro fatores centrais: a quantidade de trabalho útil realizada, o custo de cada resultado obtido, a capacidade de gerar respostas confiáveis e a possibilidade de ampliar esses ganhos conforme o uso aumenta.Nova avaliação da IA prioriza resultados concretos e eficiência operacionalOpenAI é a controladora do ChatGPT – Imagem: Evolf/ShutterstockA discussão sobre o retorno dos investimentos em inteligência artificial ganhou uma nova perspectiva com a proposta de uma métrica chamada “inteligência útil por dólar”. O conceito busca responder se os recursos aplicados em IA estão produzindo benefícios reais para empresas e profissionais.De acordo com a OpenAI, medir apenas elementos técnicos, como o custo de cada token processado, não representa o impacto econômico completo da tecnologia. Um modelo mais barato pode exigir mais tentativas, revisões humanas e tempo para alcançar um resultado adequado, enquanto uma solução mais avançada pode concluir a mesma atividade em uma única execução.A companhia afirma que o indicador mais relevante é o custo total para concluir uma tarefa com qualidade suficiente. Esse cálculo deve considerar fatores como processamento computacional, participação de funcionários, correções necessárias e retrabalho até que o resultado esteja pronto para uso.A primeira etapa dessa avaliação seria identificar uma atividade específica dentro de uma organização e definir claramente o que significa concluí-la com sucesso. Para equipes de atendimento, por exemplo, a métrica pode estar ligada à resolução de problemas de clientes. Em engenharia, pode representar alterações de código aprovadas em testes. Já em áreas jurídicas, pode envolver revisões contratuais realizadas corretamente dentro do prazo.A OpenAI cita como exemplo uma equipe financeira responsável pela preparação de uma reunião de análise de previsões. Nesse processo, a inteligência artificial pode auxiliar na localização de informações atualizadas, organização de dados, comparação de alterações, revisão de planilhas e preparação de materiais, permitindo que os profissionais dediquem mais atenção à interpretação dos resultados e às decisões estratégicas.Outro ponto destacado pela empresa é que modelos diferentes podem atender necessidades distintas. A companhia afirma que uma arquitetura com múltiplas opções permite escolher soluções mais rápidas para tarefas simples ou modelos mais avançados quando atividades complexas exigem maior capacidade de raciocínio.O GPT-5.6 Sol – Imagem: Ascannio/ShutterstockA OpenAI também menciona o lançamento do GPT-5.6, apresentado com três níveis de utilização: Sol, como modelo de maior capacidade; Terra, voltado ao equilíbrio entre desempenho e custo; e Luna, direcionado à velocidade e economia. Segundo a empresa, a escolha do modelo deve considerar a eficiência no cumprimento da tarefa, e não apenas o valor individual de cada processamento.A confiabilidade aparece como outro elemento essencial nessa avaliação. Conforme a OpenAI, a adoção da IA tende a avançar gradualmente: primeiro como ferramenta de elaboração de conteúdos, depois como recurso para análise de informações e, posteriormente, como sistema capaz de executar etapas de processos com supervisão humana.Para medir essa evolução, a empresa sugere acompanhar três resultados possíveis: entregas prontas para utilização, respostas que precisam de ajustes e situações em que uma pessoa precisa assumir a conclusão da atividade.Segundo a companhia, sistemas mais confiáveis reduzem o tempo gasto com conferências, correções e repetição de tarefas. Entretanto, a expansão do uso da IA exige definição prévia de limites, incluindo quais dados podem ser acessados, quais sistemas podem ser modificados e em quais momentos uma aprovação humana deve ocorrer.A OpenAI afirma que ferramentas voltadas ao ambiente corporativo precisam combinar capacidade técnica com mecanismos de segurança, privacidade, conformidade e gerenciamento. Essa estrutura permitiria ampliar o acesso da inteligência artificial a processos importantes sem eliminar o controle das organizações.A última dimensão analisada pela empresa é a capacidade de gerar mais valor conforme a utilização cresce. Para isso, as companhias devem acompanhar a quantidade de tarefas concluídas com qualidade, os custos envolvidos e o preço médio de cada resultado alcançado ao longo do tempo.Na avaliação da OpenAI, avanços em infraestrutura, modelos mais eficientes, sistemas de processamento aprimorados e melhorias de produto podem aumentar o retorno obtido por cada unidade de investimento. A empresa relaciona esse ciclo a uma sequência contínua: infraestrutura mais eficiente favorece pesquisas, pesquisas desenvolvem modelos melhores, modelos aprimoram produtos e produtos ampliam a adoção.A companhia conclui que a inteligência artificial deve ser analisada pela capacidade de ampliar trabalhos relevantes, apoiar decisões e liberar profissionais para atividades que dependem de julgamento, criatividade e experiência humana.O post OpenAI propõe novo cálculo para medir eficiência da inteligência artificial apareceu primeiro em Olhar Digital.