Bolsas da Europa fecham sem direção de olho no Oriente Médio; Londres recua com novo premiê

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Os índices europeus fecharam mistas nesta segunda-feira (20) diante das notícias de uma possível retomada nas conversas entre Estados Unidos e Irã e dos resultados corporativos. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com recuo de 0,30%, aos 639,60 pontos.Entre os principais índices, o CAC 40, de Paris, encerrou o pregão com alta de 0,02%, aos 8.340,11 pontos, e o DAX, de Frankfurt, também subiu, encerrando o dia com ganho de 0,06%, aos 24.846,69 pontos.Já o FTSE 100, de Londres, por outro lado, teve baixa de 0,71%, aos 10.524,76 pontosO que mexeu com os mercados europeus hoje?Os investidores europeus acompanharam o bom humor global diante da expectativa de uma retomada nas conversas entre Estados Unidos e Irã, embora a troca de ataques no Oriente Médio continue. Apesar do anúncio de que os houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, bloquearam a navegação para embarcações da Arábia Saudita, os preços do petróleo operavam no terreno negativo. No Reino Unido, a posse de Andy Burnham como novo primeiro-ministro foi acompanhada pelos investidores, que reagiram com venda de ações à notícia de que a ministra das Finanças, Rachel Reeves, renunciar ao cargo. Circula na mídia a informação de que Burnham teria dito que vai analisar a possibilidade de utilizar o que chama de “flexibilidade” dentro das regras fiscais vigentes para ajudar a financiar suas políticas.A Ryanair caiu quase 5% após divulgar queda no lucro trimestral, pressionada por tarifas mais baixas e custos maiores de combustível. Já ações do setor de tecnologia oscilaram (+0,2%), apesar de iniciar o dia com ganhos mais elevados, em meio à expectativa pelos balanços das gigantes americanas de tecnologia nesta semana. A STMicroelectronics sustentou alta de quase 2%, mas a ASML devolveu ganhos e recuou 0,4%.No segmento aeroespacial, a Airbus caiu 0,9% mesmo após a Riyadh Air anunciar novas encomendas de aeronaves da fabricante europeia e da Boeing, ampliando seus planos de expansão de frota.*Com informações de Estadão Conteúdo