Descontos do INSS: PF pede abertura de inquérito contra Fausto Pinato

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A Polícia Federal (PF) solicitou nesta terça-feira (14) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de inquérito contra o deputado federal Fausto Pinato (União Brasil-SP) por suposta ligação com instituição que teria envolvimento no esquema de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Em nota enviada à Jovem Pan, o congressista disse que, à frente da Frente Parlamentar do Empreendedorismo Rural, “atendia todas as entidades sobre temas relacionados aos setores” e não havia indícios que “desabilitasse sua lisura e credibilidade”.“Eu não sou juiz para dar ordem de desbloqueio nem tenho competência para isso. Isso não passa de ilações e suposições para fazer barulho e dar notícias mentirosas à mídia em época eleitoral”, declarou Pinato. Leia a íntegra abaixo.Relatório final da PFA corporação concluiu um dos inquéritos sobre os descontos indevidos e indiciou o ex-presidente do INSS Alessandro Antônio Stefanutto, o ex-procurador-geral da autarquia Virgílio Antônio Ribeiro Filho, o ex-diretor de benefícios André Fidelis e mais 45 investigados por suspeita de corrupção e outros crimes envolvendo desvios nos benefícios. No primeiro relatório final da Operação Sem Desconto, a PF focou nos crimes envolvendo supostos desvios da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer). A corporação continuará a investigar fatos envolvendo outras associações e outros personagens relacionados ao esquema dos descontos do INSS.Leia a íntegra da nota do deputado Fausto Pinato“Não tem uma prova sobre isso. Como presidente da Frente Parlamentar do Empreendedorismo Rural, eu atendia todas as entidades sobre temas relacionados aos setores e debati, inclusive, projetos de leis protocolados por sugestão da entidade que até então não tinha nada que desabilitasse a sua lisura e credibilidade. E, eu, como parlamentar e representante de segmentos, não sou juiz para dar ordem de desbloqueio nem tenho competência para isso. Isso não passa de ilações e suposições para fazer barulho e dar notícias mentirosas à mídia em época eleitoral. Como prova da minha alegação, é que, até a presente data, nenhum inquérito policial foi instaurado contra minha pessoa, o que é prova bastante de que a citada ilação não restou provada por indício de prova”.