O setor de saneamento básico no Brasil projeta um avanço na infraestrutura com investimentos estimados em R$ 58,4 bilhões por meio de novos leilões, parcerias e concessões. O portfólio de projetos em estruturação abrange 625 municípios e tem como objetivo ampliar o atendimento para mais de 18 milhões de pessoas, fortalecendo a regionalização dos serviços e a segurança jurídica promovidas pelo Marco Legal do Saneamento.Os dados fazem parte da quinta edição do estudo Avanços do Marco Legal do Saneamento Básico no Brasil 2026, divulgada nesta quarta-feira (15) pelo Instituto Trata Brasil, em parceria com a GO Associados.Embora o Marco Legal do Saneamento Básico tenha promovido mudanças importantes para impulsionar o setor, o país ainda enfrenta desafios. Atualmente, 15,9% da população brasileira não tem acesso à água potável e 43,3% não conta com serviços de coleta de esgoto. Leia Mais Confea defende equilíbrio econômico para universalização no saneamento Leilão de saneamento em Rondônia prevê R$ 8,5 bi e vira embate político Aegea busca triplicar cobertura para cumprir meta de universalização no RS Falta de saneamento básico causa 344 mil internações em 2024 | CNN PRIME TIMEDesde a aprovação do Marco Legal, o volume anual de investimentos no setor aumentou 51%. Apesar do crescimento, o montante ainda está abaixo da média considerada necessária pelo Plano Nacional de Saneamento Básico, que estima investimentos de R$ 225 por habitante ao ano para a universalização dos serviços.Histórico de investimentos de 2020 a 2024Os investimentos durante o período de 2020 a 2024 totalizaram R$ 112,6 bilhões. Desse total, a maior parcela, equivalente a R$ 57,3 bilhões, foi desempenhada pela macrorregião Sudeste, com o estado de São Paulo apresentando o desembolso mais significativo entre as unidades da federação brasileiras, com R$ 34,6 bilhões.Os investimentos durante o período de 2020 a 2024 totalizaram R$ 112,6 bilhões. Desse total, a maior parcela, equivalente a R$ 57,3 bilhões, foi desempenhada pela macrorregião Sudeste, com o estado de São Paulo apresentando o desembolso mais significativo entre as unidades da federação brasileiras, com R$ 34,6 bilhões.Já a macrorregião Norte teve o menor investimento do período, com R$ 5,3 bilhões. trata-se também da região com os piores indicadores de atendimento.