O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) manteve a prisão de Evandro Gabriel Ferreira (foto em destaque), de 60 anos, suspeito de matar o casal Leonardo de Oliveira Campos e Rayane Lins Farias Campos em Ponte Alta, no Gama (DF).A audiência de custódia ocorreu na tarde deste sábado (18/7). De acordo com a sentença, obtida pelo Metrópoles, “a gravidade da conduta […] demonstra risco efetivo à ordem pública”. Leia também Mirelle PinheiroSuspeito de matar casal no DF ameaçava vizinhos em grupos de WhatsApp Distrito FederalCasal assassinado por vizinho no DF foi encontrado pelo pai da vítima Distrito FederalVizinho que matou casal assassinou sobrinho após bebedeira, em 2008 Distrito FederalVizinho teria matado casal em condomínio do DF por causa de muro Segundo a decisão, “as medidas cautelares diversas da prisão mostram-se inadequadas e insuficientes diante da gravidade concreta dos fatos investigados”.Entenda o casoO casal foi encontrado morto na manhã dessa sexta-feira (17/7), no quintal de casa, na região da Ponte Alta (DF);O empresário Evandro Gabriel Ferreira, 60 anos, foi preso suspeito de cometer o duplo homicídio;Informações apontam que o crime pode ter sido motivado por uma briga entre os vizinhos. Um muro, mais especificamente, seria a principal causa da desavença entre Evandro e as vítimas;Moradores relataram ter ouvido disparos de arma de fogo na tarde de quinta-feira (16/7), por volta das 15h;Em depoimento, Evandro negou o envolvimento com os homicídios e disse não saber quem é o autor dos crimes.Briga por muroDurante o depoimento, Evandro confirmou que mantinha desentendimentos com Leonardo por causa de um muro que separava os imóveis, mas afirmou que o problema havia sido resolvido. Segundo ele, o último conflito entre os dois envolveu uma calçada no condomínio.“É porque ele [Leonardo] foi lá, quebrou a minha calçada toda, e eu tomei as atitudes corretíssimas. Eu liguei para a polícia, a polícia chegou, e em um determinado momento, quando a gente estava à par, só eu e ele tentando negociar, ele me pediu uma propina de R$ 50 mil e eu neguei”, disse.Segundo Evandro, ele não conseguiu relatar a suposta cobrança aos policiais porque não havia gravado a conversa. “Mas eu não importei com essa propina de R$ 50 mil, eu só disse o seguinte: ‘infelizmente, eu não vou fazer isso, porque você está quebrando o que é meu‘”, acrescentou.