Anestesia vai além de fazer o paciente dormir durante a cirurgia

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Muita gente associa a anestesia apenas ao momento em que o paciente “dorme” para uma cirurgia. Na prática, porém, o procedimento envolve acompanhamento contínuo das funções vitais antes, durante e depois da operação. A Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA) lançou um guia voltado ao público para esclarecer como funciona a anestesia e reforçar os cuidados que ajudam a tornar o procedimento mais seguro.Segundo o presidente da SBA, Vicente Faraon Fonseca, o trabalho do médico anestesiologista vai muito além da administração dos medicamentos.“O médico anestesiologista é o profissional responsável por monitorar funções vitais e agir rapidamente diante de qualquer alteração. A anestesia moderna envolve tecnologia, planejamento e vigilância contínua”, afirma.Durante a cirurgia, esse profissional acompanha parâmetros como pressão arterial, frequência cardíaca, respiração, oxigenação, nível de consciência e a resposta do organismo aos medicamentos utilizados.Informações que não devem ser omitidasO guia destaca que uma das etapas mais importantes antes da anestesia é a avaliação pré-operatória. Nessa conversa, o paciente deve informar ao médico todas as condições de saúde e os produtos que utiliza regularmente.Segundo a SBA, é importante comunicar o uso de medicamentos contínuos, suplementos alimentares, anabolizantes, drogas ilícitas e relatar doenças como hipertensão, diabetes, problemas cardíacos e respiratórios. Leia também BrasilCirurgia de Bolsonaro terá anestesia geral e pode durar cerca de 4h Na MiraDrogas vendidas em festas gays poderiam anestesiar 184 mil animais Distrito FederalConselho Federal de Medicina proíbe anestesia para realizar tatuagens Fábia OliveiraMari Gonzalez se diverte ao descobrir reação pós-anestesia: “Louca” Essas informações ajudam a equipe médica a escolher a técnica anestésica mais adequada e a reduzir o risco de complicações durante o procedimento.Sedação também exige cuidadosOutro ponto abordado pela publicação é a realização de sedação profunda. De acordo com a SBA, esse tipo de sedação exige monitoramento permanente e um profissional dedicado exclusivamente ao acompanhamento do paciente durante todo o procedimento.“A sedação profunda exige monitorização constante e capacidade de resposta imediata diante de emergências. O profissional responsável pela anestesia não deve dividir sua atenção com a realização do procedimento”, explica Fonseca.A entidade lembra ainda que o Conselho Federal de Medicina (CFM) proíbe a realização de sedação profunda e anestesia geral em consultórios, além de vedar seu uso em procedimentos como tatuagens.Guia reúne orientações para pacientesAlém de explicar como funciona a anestesia, o material responde dúvidas frequentes sobre temas que costumam gerar preocupação entre os pacientes, como a necessidade de jejum, a possibilidade de permanecer acordado durante uma cirurgia, os efeitos colaterais e a recuperação após o procedimento.O guia também traz informações sobre direitos dos pacientes, preparo pré-operatório e a importância de a anestesia ser conduzida por um médico anestesiologista durante todo o procedimento.