Caça Gripen da FAB encara seu primeiro desafio fora do país

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O caça F-39E Gripen da Força Aérea Brasileira participou pela primeira vez de um exercício multinacional fora do país. A estreia ocorreu durante o SALITRE 2026, no Chile, com seis aeronaves brasileiras atuando ao lado de forças aéreas de outros cinco países.A operação reuniu mais de 1,5 mil militares e cerca de 60 aeronaves em missões que simularam cenários de combate aéreo, incluindo defesa, patrulha e escolta.O exercício marcou a primeira atuação internacional do F-39E Gripen desde sua incorporação à Força Aérea Brasileira. – Imagem: Everaldo Fioravante/SAABPrimeira participação internacional do Gripen brasileiroEntre 29 de junho e 11 de julho, os caças operaram a partir da Base Aérea de Cerro Moreno, em Antofagasta, no Chile. Durante o Exercício Multidomínio SALITRE 2026, os F-39E realizaram mais de 50 saídas e acumularam mais de 100 horas de voo, incluindo os trajetos de deslocamento.As aeronaves participaram de missões ao lado de aviões do Chile, Argentina, Colômbia, Estados Unidos e Paraguai. Entre os recursos utilizados estavam o radar de varredura eletrônica ativa (AESA), o sensor infravermelho IRST e sistemas de guerra eletrônica.Segundo a Saab Brasil, a participação representa uma nova etapa na implementação do programa Gripen no país.A participação do F-39E Gripen no SALITRE 2026 representa mais um passo na evolução do Programa Gripen no Brasil e reflete o avanço consistente da implementação da aeronave na Força Aérea Brasileira.Peter Dölling, diretor-geral da Saab Brasil, em nota.Tecnologia ajudou pilotos em cenários complexosDurante as missões de defesa aérea, os Gripen tiveram a função de proteger aeronaves aliadas contra ameaças simuladas. Um dos destaques foi a capacidade de reunir informações de diferentes sensores e apresentar os dados de forma simplificada aos pilotos.O Tenente-Coronel Vítor Bombonato, comandante do 1º Grupo de Defesa Aérea (1º GDA), explicou que essa integração aumenta a capacidade de decisão durante as operações.“A consciência situacional proporcionada pelos sistemas e sensores do Gripen E permite que um grande volume de dados seja fundido e apresentado ao piloto de forma simplificada, auxiliando o processo decisório”, disse.Entre os recursos empregados pelos caças estavam:radar AESA para detecção e acompanhamento de alvos;sensor infravermelho IRST para busca passiva;comunicação de dados entre aeronaves;operações dentro e além do alcance visual (WVR e BVR).O Gripen brasileiro mostrou sua autonomia durante o exercício, com capacidade para longos deslocamentos sem reabastecimento. – Imagem: Everaldo Fioravante/SAABPreparação começou antes da missão no ChileA FAB realizou treinamentos prévios no Brasil antes da participação no SALITRE 2026. Além de exercícios com outros esquadrões, os pilotos utilizaram o simulador do Gripen em Anápolis com cenários baseados na região de Antofagasta.“Mesmo sendo a primeira vez que os pilotos brasileiros voaram nesta região, ao chegarmos aqui, a sensação era de grande familiaridade com todo o ambiente operacional”, afirmou Bombonato.A participação marcou um novo capítulo para o F-39E Gripen, que passou a demonstrar sua capacidade de operação conjunta em um ambiente internacional, ao lado de diferentes forças aéreas.O post Caça Gripen da FAB encara seu primeiro desafio fora do país apareceu primeiro em Olhar Digital.