Vítima reconheceu diarista que matou casal ao conferir nome no Pix

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Belo Horizonte – A nutricionista Raphaella Parreiras, moradora do bairro Buritis, em Belo Horizonte, afirmou que descobriu que a diarista que havia roubado itens da sua casa, era a mesma pessoa que havia matado dois idosos, após ouvir uma notícia no rádio em que mencionava o nome de Paola Stefany Neto Cirino e conferir o comprovante de pix enviado.A nutricionista afirmou que ao olhar o nome da mulher no Pix enviado, percebeu que era a mesma pessoa que cinco dias depois assassinou o advogado Cláudio Atala, 75 anos e a empresária Maria Clotilde Atala, de 76.Em coletiva realizada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), a vítima relatou que ela e o marido sentiram sonolência enquanto a mulher estava na casa. Durante a tarde, o esposo ficou na casa e acabou dormindo. Momento em que a acusada aproveitou para levar diversos itensComo o cônjuge tinha uma cirurgia marcada para o dia seguinte, Raphaella afirmou que demorou a perceber o desaparecimento de presentes, joias e outros objetos. Leia também Minas GeraisDiarista que matou casal em BH dopou e roubou ao menos mais 4 vítimas Minas GeraisDiarista que matou casal em BH fará exame para tentar provar surto Minas GeraisCaso de diarista que matou casal em BH é retirado do Tribunal do Júri “Entrei em contato com ela e o número já não tinha mais foto, não tinha nada. Num primeiro momento, pensei que ela havia me furtado e tinha me bloqueado, como eu estava envolvida com a cirurgia do meu marido, não estava acompanhando as notícias na televisão, mas já havia escutado no rádio que tinha o caso da diarista”, afirmou.3 imagensFechar modal.1 de 3Raphaella diz ter sido dopada pela diarista em seu apartamento em BHLarissa Ricci/Metrópoles2 de 3Paola foi indiciada por duplo latrocínio após matar casal e roubar os pertences deles em BHReprodução/Redes sociais3 de 3Diarista saindo da casa de Raphaella carregando bolsasDivulgação/PCMGRaphaella afirmou que, após a repercussão do caso, temeu que a situação pudesse ser ainda mais violenta.“Pela maneira com que ela conduziu a situação ao longo do dia, se ele tivesse acordado, não sei o que poderia ter acontecido. Acredito que ela não tenha tentado nada porque ele é jovem, trabalha com esporte e não é tão vulnerável, mas acredito que se a gente tivesse acordado ou pego ela em momentos em que ela estivesse vasculhando as coisas, poderia ter acontecido sim”, disse.