Um levantamento sobre como a população paulistana interpreta temas sobre espiritualidade, sobrenatural e vida após a morte concluiu que 16,2% das pessoas acreditam que existe vida fora do planeta Terra.Entre os 1060 moradores da cidade de São Paulo entrevistados entre os dias 3 e 7 de julho de 2026, 78,3% afirmam que não acreditam em vida extraterrestre, fatores que revelam que os paulistanos são mais céticos com temas sobre espiritualidade do que com hipóteses sobre o universo.O Instituto Badra, que realizou a pesquisa, analisou outros temas relacionados à questionamentos sobrenatural, concluindo também que apesar de muitos afirmarem não acreditar em extraterrestres, 88,7% dos paulistanos afirmam acreditar na existência de Deus; 65,7% acreditam em anjos e 66% creem na existência de demônios. Leia Mais Datafolha: 53% acham que Brasil não está pronto para nova pandemia Negros tem 4 vezes mais chances de serem mortos pela polícia, diz estudo Quase metade dos paulistas já usa inteligência artificial, aponta pesquisa Veja depoimentos de pilotos brasileiros durante a “Noite dos OVNIs” de 1986 | CNN 360°A pesquisa ainda apontou que 23% acreditam em fantasmas, assombrações ou almas penadas, com 17,5% afirmando que já vivenciaram experiências com seres dessa natureza.Os moradores da cidade de São Paulo também foram questionados sobre o que pensam sobre vida após a morte, com 36% afirmando que existe uma espera do Juízo Final, 26,2% dizendo que nada acontece além da decomposição do corpo, 17,9% pensam que a alma segue para o Céu, Purgatório ou Inferno e 12,8% defendem a reencarnação.O consultor em análise de dados do Instituto e jornalista, Maurício Juvenal, destaca que “mais do que medir crenças religiosas, o levantamento revela como os paulistanos procuram atribuir significado a uma das maiores perguntas da existência humana. A pesquisa demonstra que fé, espiritualidade, tradição religiosa e experiências pessoais convivem de forma bastante plural na sociedade contemporânea.”Manifestações de espiritualidade e crenças populares também foram analisadas e 60,9% acreditam em mau-olhado, quebranto ou olho gordo e 31,5% acreditam em bruxaria ou feitiçaria. 20,6% confirmaram até mesmo ter consultado o horóscopo frequentemente e 23,4 relataram ter consultado tarô, búzios, runas ou numerologia ao menos uma vez.Contudo, 33,4% dos entrevistados afirmaram ter medo de morrer, enquanto 64,5% afirmam não sentir esse medo.MetodologiaA pesquisa foi realizada pelo Instituto Badra entre os dias 3 e 7 de julho de 2026, com 1.060 moradores do município de São Paulo, com 16 anos ou mais, utilizando metodologia não probabilística por cotas, respeitando a distribuição religiosa observada pelo Censo Demográfico 2022 do IBGE. As entrevistas foram presenciais, realizadas nas quatro macrorregiões da capital paulista. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de intervalo de confiança.De Varginha à Área 51: destinos para fãs de Ovnis