CNI diz que tarifas dos EUA ameaçam exportações brasileiras

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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou que as tarifas de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros anunciadas nessa quarta-feira (15/7) podem prejudicar as exportações brasileiras.Em nota, a confederação disse que 20 dos 27 estados já tinham reduzido as exportações ao mercado norte-americano no primeiro semestre. “Diante do anúncio de hoje, o cenário tende a piorar, corroendo ainda mais a competitividade da indústria brasileira. Não podemos poupar esforços para reverter essa lógica e retomar a relação que Brasil e Estados Unidos construíram”, afirma o presidente da CNI, Ricardo Alban.Ele destaca que as exportações brasileiras para o mercado norte-americano diminuíram 13%, o equivalente a US$ 2,6 bilhões, desde 2025.A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) também lamentou a decisão dos EUA de aplicar uma nova taxa ao Brasil. A entidade afirmou que a decisão é especialmente prejudicial por se limitar de forma unilateral ao Brasil, o que reduz significativamente a competitividade do país perante concorrentes globais.“O mercado norte-americano é o principal destino de produtos brasileiros de alto valor agregado. Esse novo ‘pedágio’ imposto às exportações se soma à crônica realidade enfrentada pelas nossas empresas, que convivem com alta carga tributária e com as taxas de juros reais mais elevadas do mundo, entre outros desafios”, disse Paulo Skaf, presidente da Fiesp, na nota. Leia também MundoTarifa de 25% imposta pelos EUA ao Brasil entra em vigor no dia 22/7 MundoEUA isenta mais de 2 mil categorias de produtos brasileiros de tarifa MundoEUA ameaça Brasil com mais medidas caso país aplique reciprocidade BrasilBrasil vai acionar reciprocidade contra taxa dos EUA: “Marco lastimável” Tarifas adicionaisSegundo o governo de Donald Trump, a tarifa adicional de 25% sobre as importações brasileiras é resultado de uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.O órgão afirma que o Brasil adota práticas consideradas “desleais, discriminatórias e irrazoáveis”, que criam barreiras ao comércio e prejudicam empresas norte-americanas.Nesse sentido, a tarifa foi apresentada como um instrumento de pressão política e econômica para incentivar o Brasil a negociar mudanças nas políticas questionadas.