O que se sabe sobre caso da pastora que caiu na porrada com entregador

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Belo Horizonte – A briga entre a pastora e pré-candidata a deputada estadual pelo PL Renata Vieira e um entregador de móveis, registrada na última quinta-feira (16/7), em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, ganhou repercussão nacional após vídeos da confusão viralizarem nas redes sociais.As imagens mostram Renata dando tapas no rosto do entregador, arremessando uma pedra contra ele e entrando em luta corporal. Desde então, a pré-candidata apresentou diferentes vídeos e pronunciamentos, afirmou ter sido vítima de agressões e admitiu que errou ao reagir. O caso é investigado pela Polícia Civil.O que se sabe até agoraA briga ocorreu na quinta-feira (16/7), em Contagem, na Grande BH;Vídeos mostram Renata Vieira dando tapas, jogando uma pedra e entrando em luta corporal com o entregador;A pré-candidata afirma que foi agredida primeiro e que apenas reagiu;Pessoas ligadas ao entregador dizem que a discussão começou durante a entrega de um sofá;Renata mostrou hematomas, passou por atendimento médico e fez exame de corpo de delito;Neste sábado (18/7), ela admitiu que errou, mas disse que apenas revidou agressões;A motivação política alegada pela pastora ainda não foi confirmada;A Polícia Civil investiga o caso e deve analisar imagens da ocorrência. Leia também Minas GeraisPastora e pré-candidata do PL cai na porrada com entregador em MG Minas Gerais“Eu sei que errei”, diz pré-candidata do PL após briga com entregador Minas GeraisApós briga viralizar, pré-candidata do PL mostra hematomas e apresenta versão O que mostram os vídeos?As gravações feitas por testemunhas mostram a parte mais intensa da discussão. Nas imagens, Renata desfere dois tapas no entregador, joga uma pedra contra ele e tenta derrubá-lo ao segurá-lo pela camisa.Em um dos vídeos, antes das agressões, ela afirma que o homem estaria descontando nela as próprias frustrações por trabalhar como entregador e reclama da postura dele durante a entrega.As imagens divulgadas até o momento não mostram como a discussão começou.O que diz Renata Vieira?Desde a repercussão do caso, a pastora publicou diversos vídeos nas redes sociais apresentando sua versão. Segundo ela, o entregador a reconheceu como pré-candidata do Partido Liberal (PL), passou a fazer ofensas de cunho político e, depois, a agrediu fisicamente.Ela afirma que recebeu chutes, socos e beliscões e que tentou impedir que o trabalhador levasse de volta os móveis que seriam entregues em sua residência. As imagens desse suposto momento, no entanto, não foram apresentadas por ela.Após a divulgação dos vídeos, Renata mostrou hematomas nas mãos, braços e pernas, informou que passou por atendimento médico, realizou exames, recebeu medicação para dor e fez exame de corpo de delito.A pré-candidata também afirma que sua defesa tenta obter imagens das câmeras internas do prédio, que, segundo ela, mostrariam as agressões sofridas antes dos vídeos que viralizaram.O que diz o entregador?Pessoas ligadas ao entregador, que não quiseram se identificar, apresentam uma versão diferente. Segundo elas, o trabalhador estava sozinho para descarregar um sofá de cinco lugares e informou que retornaria com outro funcionário para concluir a entrega em segurança.Ainda conforme essa versão, Renata não aceitou esperar e a discussão começou por causa da entrega do móvel.Até o momento, o entregador não concedeu entrevista pública sobre o caso.A pastora alegou que errouNesse sábado (18/7), a pré-candidata alegou que errou ao agredir o entregador, mas disse que estava apenas reagindo a agressões que sofreu.“Eu sei que eu errei porque eu poderia não ter revidado o ‘bicudo’ que ele me deu, com um tapa. Eu poderia não ter pegado ele pela blusa e não ter entrado em luta combativa com ele. Eu fiz tudo errado”, afirmou.Renata também disse sofrer de transtorno de estresse pós-traumático em razão de episódios de violência doméstica vividos no passado e afirmou que a situação fez com que revivesse esse trauma.Polícia investiga casoA principal alegação da pré-candidata é que o entregador iniciou a discussão após descobrir sua ligação com o PL e fazer ofensas por motivos políticos. Até o momento, porém, essa motivação não foi confirmada pelas autoridades e nem por imagens.A Polícia Civil de Minas Gerais investiga a ocorrência para esclarecer como a confusão começou e qual foi a participação de cada um dos envolvidos.As imagens divulgadas até agora mostram apenas parte do episódio, e novas gravações poderão ser analisadas durante a investigação.