Oyarzabal, Olmo, Rodri, Cubarsí e Merino: os heróis do bicampeonato mundial da Espanha

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Para além do gol de Ferran Torres na final da Copa do Mundo de 2026, que garantiu o título para ‘La Roja’ neste domingo (19), estes são os jogadores que se destacaram na conquista da segunda estrela da Espanha, uma equipe que se destacou pelo estilo coletivo singular e por diversos jogadores no auge da forma que, ao longo de quase 40 dias, conduziram o time em sua jornada épica pela América do Norte.Oyarzabal, o artilheiro invisível“Às vezes, ao tentar não atrapalhar, você pode ser de grande ajuda”, disse Mikel Oyarzabal em Chattanooga, no final de junho, ao falar de sua contribuição como um “artilheiro invisível” para o estilo da ‘Roja’.Criticado depois do jogo de estreia, um empate sem gols contra Cabo Verde, no qual não tocou na bola nos primeiros 30 minutos, Oyarzabal se recuperou com uma grande atuação contra a Arábia Saudita (4 a 0), dando uma assistência e marcando dois gols antes dos 23 minutos.Ele repetiu o feito com mais dois gols na tranquila vitória sobre a Áustria (3 a 0) na fase de 16-avos de final, e abriu o placar contra a França na semifinal (2 a 0) convertendo um pênalti.No segundo gol, demonstrou sua movimentação sem a bola, um fator decisivo na capacidade da Espanha de encontrar espaços, atraindo um defensor para a lateral e abrindo caminho para Pedro Porro entrar na área e marcar.Ele não marcou na final, mas fez um ótimo trabalho desgastando os zagueiros argentinos, e seu substituto, Ferran Torres, aproveitou a vantagem para marcar o gol da vitória na prorrogação (106′).Oyarzabal terminou como artilheiro da ‘Roja’ na Copa do Mundo com cinco gols.Rodri, o capitão-generalUm vencedor da Bola de Ouro atuando como capitão-general da Espanha, uma peça-chave para equilibrar ataque e defesa.O meio-campista, que completou 30 anos durante o torneio, também enfrentou críticas nos jogos iniciais devido à sua suposta falta de velocidade, sem levar em conta sua importância na saída de bola, deixando espaços em suas costas diante das estratégias defensivas adotadas por Cabo Verde e Arábia Saudita.Ele rendia melhor nos duelos mais abertos, como foi a semifinal contra a França, na qual percorreu a maior distância (12,63 km) e forçou o maior número de perdas de bola dos adversários (19), parando uma equipe repleta de estrelas como Kylian Mbappé e Ousmane Dembélé.Rodri foi eleito o melhor jogador da Copa do Mundo de 2026 e provou que sua melhor versão está de volta.Olmo, sutileza entre linhasDepois de começar no banco em dois dos três primeiros jogos da fase de grupos, Dani Olmo teve, mais uma vez, de se desdobrar para garantir seu lugar na equipe titular de Luis de la Fuente.Desde o primeiro momento, ficou evidente que o meia-atacante do Barcelona era o jogador que chegava ao torneio em melhor forma física.Capaz de imprimir velocidade às jogadas, mudar o ritmo da partida com uma virada ou encontrar companheiros livres, o jogador de 28 anos foi um pilar do ataque espanhol.Basta perguntar a Pedro Porro sobre o segundo gol contra a França, um lance que se beneficiou da qualidade excepcional de Olmo.Cubarsí, veterano de 19 anos Foi o primeiro grande torneio para o jogador da mesma geração de Lamine Yamal, que teve um desempenho impecável, com oito jogos completos disputados e uma atuação excepcional tanto na defesa quanto na saída de bola.O zagueiro do Barcelona formou uma dupla perfeita com o veterano Aymeric Laporte em uma defesa que sofreu apenas um gol no torneio.Esse gol em particular, sofrido contra a Bélgica nas quartas de final, aconteceu depois de um adversário levar a melhor sobre Cubarsí.Ele logo se redimiu com um chute inesperado da entrada da área, que Mikel Merino aproveitou no rebote para selar a vitória por 2 a 1 e levar a Espanha à semifinal.Após a final, ele foi eleito o melhor jogador jovem da Copa do Mundo de 2026.Merino, o rei dos momentos decisivosÉ possível ser decisivo sem estar 100% fisicamente? Basta perguntar a Mikel Merino, que chegou à Copa do Mundo com apenas meia hora de jogo acumulada nos quatro meses anteriores, após passar por uma cirurgia no pé.De la Fuente tem uma confiança cega em seu jogador mais versátil, dando a ele minutos como titular, mesmo sabendo que ainda não estava em forma para os primeiros jogos. Merino justificou essa confiança com um feito inédito na Copa do Mundo.Com dois gols, ele eliminou Portugal (1 a 0) nas oitavas de final e a Bélgica (2 a 1) nas quartas, duas partidas em que entrou em campo nos minutos finais.“É surreal que isso tenha acontecido comigo em dois jogos seguidos”, disse o herói espanhol. De fato, isso quase aconteceu com ele pela terceira vez na final, quando cabeceou uma bola que passou a meros centímetros do gol, três minutos antes de Ferran Torres marcar o gol que garantiu o bicampeonato mundial para a ‘Roja’.