Caminhoneiros param em alguns pontos do país, mas impacto é reduzido

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O primeiro período da paralisação dos caminhoneiros para pressionar pela votação da Medida Provisória (MP) nº 1.343, conhecida como MP do Frete, mostrou pouco impacto no país. Vídeos recebidos pelo Metrópoles mostram manifestações, nesta segunda-feira (13/7), no Porto de Santos (SP), Itajaí (SC) e Porto de Suape (PE), além da BR-040, em Luziânia (Goiás).Veja:A movimentação nos locais, no entanto, segue sem grandes transtornos para a população e com o fluxo de serviços dentro do normal. Ainda não há um número oficial de quantos caminhoneiros cruzaram os braços no país.Em Santos, há uma parte que dá acesso à margem direita do porto foi bloqueada.O Porto de Santos é o maior do hemisfério sul. Cerca de 7,5 mil caminhões passam no local diariamente em uma área de 120 km de acessos internos.A assessoria do local informou que está monitorando a movimentação e que não houve um bloqueio de acesso, apenas uma carreta que parou por menos de uma hora e que permitia a passagem quando solicitada.O Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam) informou que orientou por manifestações pacíficas.“O Sindicam orientará todos os participantes para que a manifestação transcorra de forma ordeira, pacífica e respeitosa, vedando expressamente qualquer ato de violência, dano ao patrimônio público ou privado, intimidação, constrangimento ou qualquer conduta que possa comprometer a segurança das pessoas ou o regular exercício das atividades das forças de segurança”, diz a entidade por meio de ofício. Leia também Milena TeixeiraGoverno aciona AGU após ameaça de paralisação dos caminhoneiros BrasilLíder de caminhoneiros anuncia paralisação da categoria nesta segunda BrasilMP do Frete: caminhoneiros cobram Alcolumbre e ameaçam cruzar os braços BrasilComissão aprova perdão a caminhoneiros envolvidos em ato bolsonarista Os caminhoneiros cobram do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a votação da Medida Provisória (MP) nº 1.343, que prevê alterar regras sobre o piso mínimo do frete e atende a outras demandas exigidas pela classe.“Esse recado vai para todos os caminhoneiros e para o Alcolumbre. O trânsito está parado como foi pedido pela categoria, como foi pedido pelo sindicato e as empresas estão respeitando. Alcolumbre, coloque a nossa pauta para votação pq senão essa ‘responsa’ vai ficar 100% sua”, diz um dos líderes do movimento em vídeo.Anúncio de greveO presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automores (Abrava), Wallace Landim, anunciou, na noite de domingo (12/7), que a categoria dos caminhoneiros faria uma paralisação nos portos a partir da meia-noite desta segunda-feira.A MP estabelece o reforço nos mecanismos de fiscalização do frete e cria um piso salarial nacional para trabalhadores celetistas do transporte de cargas no valor de R$ 5 mil.O governo também propôs alterar as regras para o cálculo dos pisos mínimos do frete, levando em consideração custos relacionados à operação, como combustível, manutenção, seguros, entre outros.O texto foi editado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em março, em meio às ameaças de greve por parte dos caminhoneiros. É necessário que ele seja votado e aprovado até a próxima quinta-feira (16/7). Caso contrário, a MP “caduca” e perde a validade.O deputado federal Zé Trovão (PL-SC), que ficou conhecido pela greve de caminhoneiros de 2018, lembrou que a MP do Frete foi aprovada na Câmara e está pronta para votação no Senado desde 1° de julho. Segundo ele, a expectativa é de que a matéria seja colocada na pauta desta terça-feira (14/7).“A paralisação iniciada no Porto de Santos e em outros pontos do país é uma decisão da própria categoria, preocupada com a possibilidade de a MP caducar. Respeito o direito à manifestação pacífica, mas defendo que a melhor solução é pautar e votar a MP no dia 14”, disse.O parlamentar afirmou que os caminhoneiros podem ampliar a greve, podendo se estender para todo o país.“Caso não seja votada e a MP caduque, caminhoneiros afirmam que poderão ampliar a mobilização para uma paralisação nacional. Esse movimento vem sendo organizado pelos próprios caminhoneiros, por meio de grupos de WhatsApp, redes sociais e outros canais de comunicação”, destacou.