Caixa não é lucro: por que empresas ainda erram na gestão financeira

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Uma empresa pode vender mais, ter dinheiro entrando no caixa e, ainda assim, perder margem ou enfrentar dificuldades financeiras. Parte do problema está em uma confusão aparentemente simples: dinheiro em caixa não significa necessariamente lucro.“Um erro muito comum é considerar que tudo o que entrou no caixa, menos tudo o que saiu, representa o lucro da empresa. Na prática, essa movimentação demonstra o fluxo de caixa, e não necessariamente o resultado econômico do negócio”, explica Ádria Giselle Domingues, fundadora e CEO da AG Consultoria Empresarial.A distinção ajuda a ilustrar um desafio observado pela executiva ao longo de mais de uma década acompanhando empresas: muitas cresceram comercialmente, mas a gestão financeira não avança no mesmo ritmo. Sem projeções de caixa, análise de custos e margens e indicadores integrados à estratégia, decisões importantes acabam apoiadas mais na percepção do que nos dados.Foi a partir desses problemas que a AG Consultoria Empresarial, criada em Manaus, ampliou sua atuação. Hoje, a companhia atende mais de 185 empresas, mantém presença física também em São Paulo e reúne consultoria, tecnologia, serviços financeiros e educação em seu modelo de negócio.Decidir antes do fechamento do mêsOutro obstáculo que as empresas enfrentam é o tempo da informação. Quando os números ficam disponíveis para análise, semanas depois do fechamento, parte das decisões daquele período já foi tomada.“O acompanhamento diário permite identificar, ainda durante o mês, despesas acima do orçamento, redução de margem, aumento de estoque e mudanças nas vendas, como queda da demanda ou do tíquete médio“, pontua Ádria. Ádria Giselle Domingues, fundadora e CEO da AG Consultoria Empresarial/ DivulgaçãoNesse modelo, o financeiro deixa de funcionar apenas como a área que paga contas e registra o passado. Passa a responder perguntas como: onde a empresa ganha dinheiro? Onde perde margem? Quanto pode investir? Qual é a necessidade de capital de giro? Quanto precisa vender para alcançar determinado resultado?De consultoria a tecnologiaA experiência dentro das empresas levou a AG a desenvolver ferramentas próprias. Uma delas é o AG One, plataforma que reúne contas a pagar e receber, fluxo e projeção de caixa, DRE, orçamento, conciliação bancária e indicadores.A companhia também desenvolve o AGente, recurso de inteligência artificial que automatiza etapas da classificação financeira e avança na interpretação dos dados. A proposta é permitir que o empresário faça perguntas sobre o próprio negócio e receba indicadores a partir das informações disponíveis no sistema.Já a Conta AG surgiu para automatizar processos de tesouraria. Entre as funcionalidades está a conciliação automática das transações feitas nas maquinetas da companhia, além de indicadores de chargeback. Um programa de cashback também está em desenvolvimento.As informações passam a ser integradas ao AG One, aproximando meios de pagamento e gestão financeira em uma mesma estrutura.Ter dados não bastaA AG aponta, ainda, outro paradoxo comum no dia a dia dos negócios: as empresas produzem muitos dados, mas nem sempre conseguem transformá-los em informação gerencial.Vendas, recebimentos, custos, despesas, estoques e movimentações bancárias frequentemente permanecem espalhados por sistemas, bancos e planilhas. Ao mesmo tempo, boa parte da análise financeira continua concentrada no que já aconteceu.Uma gestão mais madura, segundo a AG, acrescenta uma visão de futuro, com orçamento, projeções de caixa, cenários, rentabilidade, capacidade de investimento e indicadores.Próximo ciclo da AG Consultoria Empresarial está concentrado em tecnologia e expansão nacional/ DivulgaçãoPor isso, o próximo ciclo da companhia está concentrado em tecnologia e expansão nacional. O AG One terá mais automações, integrações e recursos de inteligência artificial, em uma estratégia para tornar o conhecimento acumulado pela consultoria mais escalável.Nascida na Amazônia, a AG busca, assim, levar para outras regiões um modelo desenvolvido a partir dos problemas encontrados na rotina dos próprios clientes: menos dados dispersos e mais informação disponível no momento em que a decisão precisa ser tomada.Mais informações sobre os serviços da AG Consultoria Empresarial podem ser acessados no site. The post Caixa não é lucro: por que empresas ainda erram na gestão financeira appeared first on InfoMoney.