Lula já fez tudo que poderia para tentar ganhar eleições, diz especialista

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O cientista político Alberto Carlos Almeida avaliou, ao CNN 360°, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já esgotou suas possibilidades de reverter o cenário eleitoral desfavorável.Para o especialista, os eleitores já tomaram suas decisões e uma virada no segundo turno seria inédita na história política brasileira.Almeida recordou que, em março, havia declarado ao jornal O Globo que Lula seria favorito a ser derrotado nas eleições. A análise se baseava na avaliação do governo, que registrava apenas 32% de ótimo e bom naquele período. Leia Mais Aprovação e desaprovação de Lula são de 47%, explica Antonio Lavareda PT captou ascensão da direita em reta final, mas esperava liderar 1° turno Flávio se beneficia do antipetismo dos eleitores, aponta especialista “Se Lula permanecesse com aquela avaliação ou chegasse na eleição abaixo de 38 ou abaixo de 36, ele era o favorito para perder”, afirmou o especialista.Segundo ele, o nome do adversário seria irrelevante: qualquer candidato teria condições de derrotar Lula naquele cenário.Governar é fazer campanha eleitoral permanentePara Almeida, o desempenho de um governo ao longo do mandato é, em si, uma campanha eleitoral contínua.“Tudo o que Lula podia ter feito, ele já fez”, declarou. O especialista explicou que governar significa conquistar apoio popular de forma permanente, e que um governo que não agrada à maioria tende a ser derrotado nas urnas.“A eleição vira uma eleição de mudança, é o que nós estamos vendo nesse momento”, concluiu.Apoios políticos têm pouco impacto sobre o eleitorQuestionado sobre o peso dos apoios formais de candidatos eliminados no primeiro turno, como o de Ronaldo Caiado a Flávio Bolsonaro, Almeida foi categórico ao minimizar sua influência eleitoral.“O eleitor já se definiu”, afirmou, “o eleitor de Ronaldo Caiado já vai para Flávio“, disse Almeida, acrescentando que, ao declarar apoio, o político não lidera seus eleitores, mas sim os segue.O especialista também destacou as particularidades do sistema eleitoral brasileiro, que exige maioria absoluta para a vitória no primeiro turno — regra mais rígida do que a adotada por outros países latino-americanos.Segundo Almeida, essa característica torna as viradas de segundo turno extremamente raras. Para ele, os apoios políticos têm relevância sobretudo do ponto de vista das negociações para um eventual futuro governo, e não do ponto de vista eleitoral. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.