Uma imagem panorama, capturada pelo rover Curiosity da NASA, mostra a visão mais detalhada até agora de penhascos distantes de Marte. A cena foi registrada às 8h30, horário local de Marte, mostrando impressionantes tons de azul em primeiro plano, enquanto a luz brilhante da manhã ilumina penhascos conhecidos como “yardangs” no horizonte.O panorama foi capturado pela Mastcam do Curiosity, em 11 de agosto e, é composto por seis imagens individuais que foram unidas após serem enviadas à Terra. A imagem foi processada sem ajuste de balanço de branco, preservando a aparência do início da manhã. Seis fotos que compõem este panorama, capturadas pelo rover Curiosity da NASA em 11 de agosto, foram unidas após serem enviadas de volta à Terra • NASAA camada de yardangs se estende por aproximadamente 16 quilômetros (10 milhas) ao longo da porção noroeste do Monte Sharp, uma montanha de 5 quilômetros (3 milhas) de altura que o rover Curiosity vem escalando desde 2014. O rover recentemente ultrapassou outro marco em sua ascensão, atingindo 1 quilômetro de altitude — a maior já alcançada em Marte. Leia Mais "Golpe duplo" cósmico pode ser resposta para criação de crateras em Marte Nasa encontra mais indícios de possível vida no passado de Marte Sonda espacial da Nasa mostra superfície de Marte em vídeo inédito; assista Brasileiro que descobriu rota de ida e volta para Marte em sete meses detalha projeto | AGORA CNNO Monte Sharp é composto por camadas, cada uma registrando um período distinto da história de Marte. Ao estudá-las, os cientistas conseguiram aprender mais sobre os lagos e rios que cobriam essa parte do Planeta Vermelho bilhões de anos atrás.LEIA TAMBÉM: Estudo de brasileiro sobre rota para Marte repercute em mais de 50 paísesPassado de MarteA água secou, deixando para trás minerais salgados. Depois que novo material parou de se depositar na montanha, parte dele pode ter sido removida pelo vento, dando origem aos yardangs.“A camada de yardang parece deslocada. Tem a cor errada, as camadas estão inclinadas num ângulo estranho e quase parece que foi colada ali”, disse Ashwin Vasavada, cientista do projeto Curiosity do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, no sul da Califórnia. “Mas é isso que torna a sua exploração emocionante. Ninguém sabe ao certo o que criou essa camada, mas uma das hipóteses é que possa ser cinza depositada por antigas erupções vulcânicas.”O Curiosity está no segundo ano de sua quinta missão estendida, que começou com a exploração das cristas em forma de teia de aranha. O rover passará a maior parte do próximo ano percorrendo camadas ricas em sulfatos e carbonatos, ambos indícios de secagem antiga na superfície. Em algum momento de 2027, os cientistas esperam alcançar a base dos yardangs, onde o Curiosity poderá usar seu braço robótico para coletar dados inéditos sobre essas formações misteriosas. *Sob supervisão de Thiago Félix