As ações do Magazine Luiza (MGLU3) operam entre as maiores altas do Ibovespa (IBOV) nesta segunda-feira (5), um dia de forte alta para o principal índice da Bolsa brasileira, que reage ao primeiro turno das eleições de 2026.Outros nomes como Vamos (VAMO3), Localiza (RENT3), C&A (CEAB3), Assaí (ASAI3), Smart Fit (SMFT3) e algumas construtoras estão entre os nomes cíclicos que salta nesta sessão. Por volta de 12h20 (horário de Brasília), as ações do Magazine Luiza 28,12%, cotadas a R$ 9,75. Acompanhe o tempo real. new TradingView.MediumWidget( { "customer": "moneytimescombr", "symbols": [ [ "MGLU3", "MGLU3" ] ], "chartOnly": false, "width": "100%", "height": "300", "locale": "br", "colorTheme": "light", "autosize": false, "showVolume": false, "hideDateRanges": false, "hideMarketStatus": false, "hideSymbolLogo": false, "scalePosition": "right", "scaleMode": "Normal", "fontFamily": "-apple-system, BlinkMacSystemFont, Trebuchet MS, Roboto, Ubuntu, sans-serif", "fontSize": "10", "noTimeScale": false, "valuesTracking": "1", "changeMode": "price-and-percent", "chartType": "line", "container_id": "02d5097"} ); Já entre os demais destaques, RENT3 subia 20,93%, VAMOS2 avançava 19,62%, SMFT2 subia 18,66%, ASAI3 registrava alta de 18,65%, Lojas Renner de 18,37% e MRV subia 16,87%. No pano de fundo está o primeiro turno eleitoral, em especial a votação para a Presidência. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teve 47,03% dos votos válidos, enquanto o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve 45,16%.Geralmente, o candidato que larga na frente no primeiro turno tem maior probabilidade de ganhar o segundo turno das eleições.Os candidatos ainda vão se enfrentar no segundo turno, em 25 de outubro, mas os resultados já divulgados do Senado apontam para um expressivo crescimento do PL e de partidos que abraçam o bolsonarismo.Por que Magazine Luiza e outras cíclicas sobem?A Bolsa começa a semana com forte viés positivo após o resultado do primeiro turno surpreender ante as pesquisas, pondera o analista Gabriel Mollo, do Daycoval. A combinação de expectativa de menor prêmio de risco, queda dos juros futuros e valorização do real tende a beneficiar principalmente ações domésticas e empresas sensíveis ao custo de capital.O analista destaca que o mercado passa a concentrar as atenções na composição do Congresso e, principalmente, na capacidade do próximo governo de avançar em uma agenda de consolidação fiscal.“A expectativa de uma mudança na orientação econômica ajudou a alimentar a queda dos juros futuros e a valorização do real, mas a sustentação desse movimento dependerá de sinais concretos sobre política fiscal e reformas. O segundo turno, portanto, tende a ser marcado por elevada volatilidade, com investidores ajustando posições conforme novos dados eleitorais, propostas econômicas e eventuais alianças sejam divulgados”, pondera Mollo. No curto prazo, a tendência é de forte rotação entre setores, com ações domésticas e sensíveis aos juros concentrando o fluxo comprador. Entretanto, após uma abertura muito forte, a realização de lucros e a volatilidade devem aumentar, principalmente conforme o mercado passe a exigir sinais concretos sobre a agenda econômica.