A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou nesta segunda-feira (5) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para receber o filho e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL). As visitas do senador foram suspensas por 90 dias.Moraes proibiu Bolsonaro de receber Flávio até 11 de outubro, depois de o presidenciável divulgar uma carta do capitão da reserva. O ministro interpretou o ato como um desvio de finalidade do direito de visita, configurando uma tentativa de burlar as restrições impostas pela condenação penal. O ex-presidente está impedido de usar redes sociais diretamente ou por intermédio de terceiros.Flávio afirmou nas redes que recebeu a carta em uma das visitas que fez ao pai. Ele tinha acesso ao ex-presidente por também integrar a defesa de Bolsonaro.Na petição enviada a Moraes, nesta segunda-feira, os advogados do ex-presidente afirmaram que o encontro de Bolsonaro e de Flávio tem “caráter estritamente familiar”. A solicitação se deu um dia depois do primeiro turno das eleições, em que o filho mais velho do capitão da reserva terminou à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A segunda volta da disputa presidencial está marcada para 25 de outubro.A defesa de Bolsonaro também pediu para que ele volte a receber regularmente familiares nos moldes anteriormente estabelecidos, quando o capitão da reserva passou para o regime de prisão domiciliar humanitária. Em 21 de agosto, Moraes autorizou visitas de profissionais da saúde, do senador eleito Carlos Bolsonaro (PL-SC) e do deputado federal eleito Jair Renan Bolsonaro (PL-SC).