A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende investir em um “discurso moral” contra Flávio Bolsonaro (PL) na segunda etapa das eleições. A ideia do PT é explorar polêmicas envolvendo o nome do senador para dizer que uma eventual vitória dele no segundo turno representaria um retrocesso ao país.De acordo com relatos feitos à CNN, Lula deve apostar no sentimento de “medo” entre a população sobre uma eventual eleição de Flávio. A avaliação do PT é que o adversário se “entregou” para os Estados Unidos, abrindo espaço, segundo a campanha petista, para interferências externas. Esse discurso deve ser reforçado nas próximas agendas.Além disso, o PT ainda deve endurecer os ataques contra Flávio sobre supostas relações com o crime organizado e chamá-lo de “miliciano”. Nesse sentido, a campanha deve explorar a relação política entre o senador e Adriano da Nóbrega, ex-capitão da Polícia Militar apontado pelo Ministério Público como integrante da milícia no Rio de Janeiro.À CNN, um aliado afirmou, sob reserva, que a campanha “não foi feliz” no primeiro turno em “comunicar o que Flávio representa“.Em discurso após o primeiro turno, Lula afirmou que Flávio representa incertezas e que o adversário tem um passado e uma biografia tenebrosos. O PT quer traçar comparativos de trajetória, experiência e propostas entre Lula e Flávio.Uma das primeiras mudanças na campanha deve ser a ampliação de seu núcleo. Segundo relatos, devem ser incorporados ao time quadros do PT que venceram a eleição no primeiro turno, como Rafael Fonteles, Jerônimo Rodrigues, que seguirão à frente do Piauí e da Bahia, e Marília Campos, que ocupará uma cadeira do Senado por Minas Gerais.Camilo Santana, com a definição da eleição no Ceará, também deve ter mais espaço na campanha.