Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passaram a fazer, nos bastidores, uma análise do resultado das urnas e da nova composição do Congresso Nacional. A avaliação interna é de que o desempenho foi influenciado por uma “confabulação política” que surpreendeu parte da cúpula do Palácio do Planalto.Integrantes do governo esperavam um resultado melhor nas urnas. No Senado, por exemplo, o PL conquistou 16 cadeiras, alçando o partido de Flávio Bolsonaro a maior bancada da casa com 25 cadeiras. O PT, por sua vez, perdeu postos importantes, como o de Randolfe Rodrigues, líder do governo no Congresso Nacional, que não conseguiu se reeleger pelo Amapá.No cenário nacional, o resultado também surpreendeu os petistas. Havia, inclusive, quem apostasse na possibilidade de Lula encerrar a disputa presidencial já no primeiro turno. O cenário, porém, levará a campanha a rever a estratégia para a segunda etapa da eleição.Um dos estados que mais chamou a atenção dos petistas foi Minas Gerais. A cúpula do PT esperava uma vitória de Lula no estado, mas o presidente terminou o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro (PL) por cerca de cinco pontos percentuais.A campanha de Lula deve se reunir no começo desta semana para discutir os resultados e traçar uma nova estratégia para o segundo turno. Entre as principais apostas estão os debates contra Flávio Bolsonaro, que devem ganhar espaço na agenda dos dois candidatos. O primeiro confronto está previsto para 11 de outubro, na Band, em parceria com a Jovem Pan.A PEC da Escala 6×1 no Senado também é uma aposta forte nos bastidores. O texto deve ir ao plenário na terça-feira (6).