O Bradesco (BBDC4) foi, junto com outras ações, um dos vencedores do chamado “trade Flávio”. Ao todo, o bancão subiu 26% e ganhou R$ 50 bilhões em valor de mercado entre 28 de setembro e esta sessão desde que as eleições se mostraram amplamente favoráveis ao candidato. Mas, se o investidor pensa que a alta acabou, pode estar errado. Pelo menos é o que apontam os cálculos do JPMorgan. Os analistas elevaram a recomendação do banco de neutra para compra e aumentaram o preço-alvo de R$ 22 para R$ 28, o que representa um potencial de alta de 25% em relação ao nível atual — movimento oposto ao observado no Banco do Brasil (BBSA3).Banco do Brasil (BBSA3): O balde de água fria que faz ação despencar 6% nesta terça-feira (6) Por volta das 15h55, a ação subia 5,17%, a R$ 22,94.No relatório, os analistas não “fecham os olhos” para as dificuldades de curto prazo. Ainda assim, afirmam que o Bradesco oferece, a partir de agora, uma configuração de recuperação mais convincente. Além disso, avaliam que o sentimento do mercado já precifica uma parcela significativa dos desafios de curto prazo.“Embora nos preocupemos com a possibilidade de taxas mais baixas resultarem em menores ganhos com seguros, observamos que a receita líquida de juros (NII) do mercado tende a apresentar bom desempenho”, afirmam.Mais do que isso, o JPMorgan afirma que, em comparação com o Banco do Brasil, o Bradesco possui hoje uma posição de capital mais confortável.“Acreditamos que a administração está tomando as medidas corretas ao capitalizar dividendos no banco para melhorar seu balanço patrimonial tangível.”“Sim, ainda há um longo caminho a percorrer, mas a direção é correta”, resumem os analistas.Nos cálculos do JPMorgan, o Bradesco está negociando a 1,1 vez o valor patrimonial. Para os analistas, “podemos eventualmente ver múltiplos melhores, entre 1,3 vez e 1,4 vez, como no passado”.“Nosso novo preço-alvo é impulsionado exclusivamente pela redução do custo de capital (CoE), visto que nossas revisões de lucro por ação (EPS) foram marginalmente negativas para o curto prazo.”