A direita chega ao segundo turno das eleições com otimismo. As urnas garantiram a Flávio Bolsonaro (PL) mais do que uma vaga na disputa final — deram à direita a sensação de que o Palácio do Planalto está ao alcance. No entanto, como destacou a analista de política da CNN Julliana Lopes, durante O Grande Debate – Eleições, sensação não garante vitória.O desafio central de Flávio é convencer aquele eleitor que rejeita Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas que também não deseja uma repetição da gestão anterior associada ao sobrenome Bolsonaro. O mesmo nome que uniu a direita pode, paradoxalmente, afastar parte do eleitorado que o candidato precisa conquistar.PT enfrenta afastamento de parte do eleitorado Leia Mais Presença de Flávio e Lula em debates ainda é dúvida no segundo turno Lula é orientado a deixar participação em debate para o 2º turno Flávio quer debate com Lula, mas campanha duvida de petista Na outra ponta do espectro político, as urnas representaram um verdadeiro chacoalhão para Lula. Parte do eleitorado se afastou do PT (Partido dos Trabalhadores) e demonstrou maior abertura a candidatos conservadores.Segundo a análise de Julliana Lopes, mudar o tom e a estratégia pode não ser suficiente: o PT precisa entender se ainda sabe dialogar com quem deixou de se identificar com o partido.Lula admitiu publicamente ter ficado decepcionado com o resultado do primeiro turno. “Você pensa que eu não fiquei decepcionado? Toda eleição eu fico decepcionado, porque tudo o que eu quero é no primeiro turno”, declarou.O candidato também confirmou presença nos debates do segundo turno, afirmando que agora o formato televisivo se torna essencial: “Agora é importante ter debate na televisão”.Debates ganham protagonismo no segundo turnoUm ponto relevante é que Flávio e Lula não participaram de nenhum debate durante o primeiro turno, o que torna o confronto direto na televisão uma novidade esperada pelo eleitorado.Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, confirmou o interesse do candidato em debater. “O Flávio quer debater com o presidente Lula”, afirmou Marinho, acrescentando que a campanha avalia os convites recebidos — cerca de quatro ou cinco — e que a definição seria divulgada até quarta-feira.O primeiro debate do segundo turno está previsto para domingo (11), na Band, enquanto o último ocorre na TV Globo. A expectativa é que Flávio participe ao menos desses dois embates, segundo apuração da analista de Política da CNN Jussara Soares.Segundo Jussara, já a campanha de Lula sinalizou que o candidato pretende participar de todos os debates possíveis. A lógica é clara: com uma diferença de apenas cerca de dois pontos percentuais entre os candidatos após o primeiro turno, um bom desempenho nos debates pode ser decisivo para virar votos e conquistar os indecisos.Erro estratégico no primeiro turno é reavaliadoSegunda a Jussara, a campanha de Lula também revisou sua estratégia após o resultado do primeiro turno. Na reta final, Lula optou por participar de um podcast em vez de um debate na TV Globo — decisão que, na época, era considerada acertada.Com o resultado nas urnas, a avaliação mudou. Embora a transmissão ao vivo tenha superado um milhão de espectadores e engajado a militância, ela não alcançou o eleitor indeciso: o morador de casa, o idoso, o cidadão que assiste à televisão aberta.São exatamente esses eleitores sem fidelidade garantida a nenhum dos dois candidatos que as campanhas precisam conquistar. E o tempo é curto: apenas três semanas para transformar resistência em voto. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.