SAG Ambiental fortalece economia circular dos pneus no Brasil

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A SAG Ambiental chega ao mercado com o objetivo de fortalecer a economia circular dos pneus inservíveis no Brasil. Com inovação e tecnologia, a empresa atua desde a coleta até a reciclagem, produzindo matérias-primas para diferentes setores com rastreabilidade e certificação.O caminho de volta começa na coletaA matéria-prima da SAG vem dos milhões de pneus que chegam ao fim da vida útil e precisam de destinação ambientalmente adequada, conforme determina a legislação brasileira. A empresa realiza coleta programada em oficinas, transportadoras, empresas com frotas próprias, indústrias, órgãos públicos e outros locais onde o material se acumula, além de receber entregas diretas na unidade.Uma vez recebidos, registrados e conferidos, os pneus seguem para a linha de reciclagem, onde seus componentes são separados e transformados em materiais para novas aplicações, dando continuidade ao ciclo da borracha. A recicladora tem base em Araçariguama, interior de São Paulo, próxima à Rodovia Castello Branco e a importantes centros urbanos, industriais e logísticos.A cada etapa, a SAG documenta a origem da carga, o transporte e a entrada na unidade. Ao final do processo, emite o Certificado de Destinação Final, que comprova o recebimento e a destinação ambientalmente adequada dos pneus, conferindo segurança e transparência às organizações responsáveis pelo descarte.Tecnologia para recuperar valorTransformar um pneu inservível em materiais capazes de atender a outras atividades exige mais do que triturá-lo. O pneu é um produto complexo, formado por componentes desenvolvidos para permanecer unidos e resistir a peso, velocidade, atrito, impactos e variações de temperatura.Na SAG, o acompanhamento de características como granulometria, temperatura e umidade ajuda a controlar a produção e a manter a regularidade dos materiais, enquanto a organização em lotes preserva as informações necessárias à rastreabilidade.Qualidade e padronização são fundamentais para que a borracha reciclada tenha aplicação contínua: cada setor possui exigências próprias, e a incorporação do material depende do atendimento às especificações, da realização de testes e da homologação para cada aplicação.A inovação não está apenas nos equipamentos, mas na capacidade de transformar um material heterogêneo em matérias-primas classificadas, controladas e preparadas para diferentes usos.A CEO da SAG AmbientalSigal Meizler construiu sua trajetória como executiva na prática, liderando negócios familiares e estruturando soluções de alta complexidade técnica e operacional desde os 21 anos. Pragmatismo, transparência e a convicção de que impacto positivo só se sustenta quando gera valor econômico real guiam sua atuação à frente de empresas e times.Como CEO da SAG Ambiental, lidera a missão de transformar o passivo ambiental dos pneus em fim de vida em soluções valiosas para a indústria de base, conectando a logística de coleta nacional a um processo industrial de alta tecnologia que viabiliza, na prática, a economia circular.Antes da SAG, foi cofundadora da ATME, atuando na captação de soluções tecnológicas internacionais com foco no polo de inovação de Israel para o desenvolvimento de projetos de tratamento de água, redução de perdas e eficiência energética voltados à indústria brasileira.Ao longo de mais de uma década liderando equipes, Sigal desenvolveu a capacidade de pivotar estratégias conforme as exigências do mercado e de construir estruturas administrativas ágeis e coesas. Um de seus maiores orgulhos é o Projeto Kadima, modelo de cultura interna criado por ela com foco em oratória, transparência e feedbacks horizontais, que transformou o clima e a produtividade da matriz administrativa, contribuindo para a redução significativa do turnover.É diretora de Comunicação e Marketing do Infra Women Brazil e mantém nas empresas do grupo uma equipe administrativa formada em mais de 70% por mulheres.Conformidade e responsabilidade regulatóriaA destinação de pneus inservíveis no Brasil é uma obrigação legal. A Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010) inclui os pneus entre os produtos sujeitos à logística reversa obrigatória. A Resolução Conama nº 416/2009 determina que fabricantes e importadores de pneus novos respondam pela destinação ambientalmente adequada de um pneu inservível para cada pneu novo colocado no mercado de reposição, com desconto de 30% pelo fator de desgaste.O cumprimento dessa meta é fiscalizado anualmente pelo Ibama, por meio do Relatório de Pneumáticos. Dados do Ibama (ano-base 2024) revelam que da meta nacional de 826 mil toneladas a destinar, 5,08% (cerca de 42 mil toneladas) ficaram sem destinação declarada, volume que permanece fora do circuito formal e sujeito a descarte irregular.Operações estruturadas de reciclagem, como a da SAG Ambiental, ajudam a fechar essa lacuna. A SAG opera com rastreabilidade completa do processo: cada carga tem origem, transporte e entrada na unidade documentados por nota fiscal e Manifesto de Transporte de Resíduos (MTR), com registro em sistema de gestão vinculado ao lote de venda.Cada operação gera um Certificado de Destinação Final, documento que comprova para a empresa geradora do resíduo que o pneu recebeu destinação ambientalmente adequada, dentro da legislação vigente. Esse certificado confere segurança jurídica a oficinas, transportadoras, indústrias e frotas que contratam o serviço, protegendo-as de passivos ambientais futuros.A unidade opera com Licença de Operação emitida pela Cetesb, válida até 2032, além dos laudos do Corpo de Bombeiros e das licenças da Prefeitura de Araçariguama.Além da conformidade com a Resolução Conama nº 416/2009, o controle de granulometria, temperatura e umidade ao longo do processo, somado à organização da produção em lotes rastreáveis, garante que os materiais gerados – chips, granulados, pó de borracha e aço recuperado – atendam às especificações técnicas exigidas pelos setores que os incorporam, submetendo-se a testes e homologação específicos para cada aplicação.O desafio do pneu inservível e o caminho da economia circularO pneu é um dos resíduos mais difíceis de gerenciar no pós-consumo. Feito para resistir a peso, atrito, impacto e variações de temperatura, conserva essa resistência mesmo depois de retirado de circulação, o que torna sua decomposição natural praticamente inviável e sua destinação incorreta um problema ambiental duradouro.Segundo o Relatório de Pneumáticos 2025 do Ibama (ano-base 2024), o mercado de reposição nacional de pneus novos somou 91,4 milhões de unidades, equivalente a 1,18 milhão de toneladas em 2024. Pela Resolução Conama nº 416/2009, cada pneu novo vendido gera a obrigação de destinação de um pneu inservível (relação 1:1, com desconto de 30% pelo fator de desgaste), resultando em uma meta nacional de 826 mil toneladas a serem destinadas no ano.Dessa meta, 784,1 mil toneladas (94,92%) receberam destinação ambientalmente adequada. Isso significa que uma parcela ainda relevante permanece fora do circuito formal, sujeita a descarte irregular em terrenos baldios, margens de rodovias ou cursos d’água, onde pode contaminar solo e lençóis freáticos e se tornar foco de incêndios de difícil controle.A reciclagem estruturada transforma o pneu inservível em matéria-prima. Cada unidade carrega borracha, aço e fibras que, uma vez separados e classificados corretamente, voltam à cadeia produtiva.O relatório do Ibama mostra que das 784,1 mil toneladas destinadas em 2024, quatro tecnologias dividem o processo: coprocessamento (41,06%, como combustível alternativo em fornos de cimento), granulação (29,01%, borracha moída para novos produtos, com aproveitamento do aço), laminação (26,68%, fabricação de artefatos de borracha) e pirólise (3,25%, decomposição térmica que gera óleos, aço e negro de fumo).A SAG Ambiental atua nesse contexto, contribuindo para a destinação ambientalmente adequada e o reaproveitamento dos pneus inservíveis no Brasil.O post SAG Ambiental fortalece economia circular dos pneus no Brasil apareceu primeiro em Mobilidade Sampa.