6×1: aprovação ficou mais difícil após 1º turno, diz líder do governo no Senado

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A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), disse que a aprovação da proposta de emenda constitucional (PEC) do fim da escala 6×1 ficou mais difícil, diante do resultado das eleições no primeiro turno. O texto acaba com o modelo de seis dias de trabalho e um de folga na semana.Segundo ela, a estratégia do governo é cumprir o rito de tramitação de cinco sessões de discussão como forma de pressionar os senadores a aprovar a proposta no plenário da Casa.A proposta é uma das principais bandeiras do petista. Flávio e aliados são contra discutir a medida antes do resultado da eleição presidencial. O presidenciável terminou o primeiro turno em primeiro lugar e o PL saiu das urnas nesse domingo como o maior partido do Senado. A sigla terá uma bancada de 28 senadores a partir do ano que vem, a maior da Casa Legislativa e que representa mais de um terço do Senado.­— Está mais difícil aprovar. Mas, na hora em que você cumpre o rito regimental, aumenta a pressão pela aprovação ­— disse a senadora. — A gente não pode recuar da tramitação porque isso seria jogar a toalha.De acordo com interlocutores, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), manteve o calendário que já estava estabelecido antes do primeiro turno das eleições. O Senado deve fazer três sessões de discussões para debater a PEC na terça, quarta e quinta-feira.Leia tambémEscala 6×1: Alcolumbre mantém sessão, mas votação depende de acordoResultado de Flávio no 1º turno para o Planalto e do PL no Senado dificulta entendimento para texto ser votado antes do 2º turno das eleiçõesPelo regimento do Congresso, são necessárias cinco sessões de discussões antes de uma PEC ser votada. Esse calendário, no entanto, pode ser encurtado se houver acordo.A líder do PP no Senado, Tereza Cristina (MS), lembrou que Alcolumbre não se comprometeu com o governo a aprovar a PEC e está apenas cumprindo o compromisso de pautar a discussão. Ela disse que a votação vai depender do quórum — a sessão desta terça-feira é semipresencial — e do clima.De forma reservada, parlamentares destacam que Alcolumbre também ficou enfraquecido com o resultado das eleições. No Amapá, seu aliado, o governador Clécio Luís (União Brasil), foi derrotado por Dr. Furlan (PSD). Alcolumbre também não conseguiu eleger aliados para o Senado.Soma se isso a oposição do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio e contrário à aprovação da PEC.Para aprovar uma PEC, são necessários 49 votos em dois turnos de votação. Embora os novos senadores só tomem posse em fevereiro do ano que vem, o tamanho da bancada do partido já começa a afetar as articulações do Senado, já que será importante para influenciar na eleição para presidência da Casa, cobiçada por Alcolumbre.Líderes governistas da Câmara dos Deputados, onde a PEC já foi aprovada, e do Senado, vinham apostando na pauta como uma forma de dar um gás na campanha de Lula na reta final do primeiro turno. Agora, avaliam que não haveria mais tempo para uma eventual aprovação produzir efeito eleitoral.Ainda na avaliação desse grupo, o resultado das urnas também reduziu a força política para que o governo tente acelerar a votação neste momento. A leitura é que Alcolumbre também estaria fazendo esse cálculo antes de decidir se mantém a proposta na pauta, diante de um cenário em que o governo precisa se reorganizar na disputa do segundo turno.The post 6×1: aprovação ficou mais difícil após 1º turno, diz líder do governo no Senado appeared first on InfoMoney.