O “índice do medo” da bolsa brasileira despencou quase 10 pontos nesta segunda-feira (5), em repercussão à euforia do mercado após os resultados do 1º turno das eleições gerais, realizado neste domingo (4).O S&P/B3 Ibovespa VIX encerrou a sessão aos 23,68 pontos, recuo de 27,7% ante o registro de 32,77 na sexta-feira (2) – o maior patamar da série histórica, iniciada em 2024.O indicador mede a expectativa de volatilidade do mercado brasileiro e registrou uma série de recordes na semana passada, em meio à expectativa de uma disputa acirrada entre os principais candidatos ao Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).Os resultados deste domingo mostraram vantagem do candidato do PL, com 47,03% dos vontos, contra 45,16% do petista, além de vitória majoritária da direita nos governos estaduais e no Legislativo. Leia Mais Após 1º turno, investidores devem ter cautela com euforia do mercado Ibovespa ganha mais de R$ 420 bi em valor de mercado após 1º turno Ibovespa renova máxima histórica e dólar fecha em R$ 5 após 1º turno O saldo gerou euforia nos mercados neste início de semana, com o Ibovespa alcançando a máxima histórica acima dos 200 mil pontos, dólar operando abaixo de R$ 5 em parte da sessão e queda firme dos juros futuros.“Essa reação do mercado não reflete só a expectativa de vitória do Flávio Bolsonaro, mas também reflete um Congresso bastante diferente em relação ao que a gente tem hoje, com um alinhamento, mas também na Câmara, um crescimento da bancada do PL”, afirmou Silvio Cassione, diretor da Eurasia Group, em entrevista ao CNN Money.“Isso significa que não só o governo Flávio vai ter condições de aprovar muitas das suas propostas econômicas, mas também um governo Lula, se conseguir a reeleição, que hoje é improvável, vai enfrentar muitos obstáculos para seguir com a sua agenda no Congresso. Então, mude as regras fiscais”, pontuou.O que é o VIX Brasil?Calculado a partir das opções sobre o Ibovespa B3, o VIX Brasil mede a volatilidade implícita esperada para os próximos 30 dias.Na prática, funciona como um termômetro da percepção de risco do mercado — por isso, também é chamado de “índice do medo” — e costuma ser acompanhado por investidores, gestores e analistas em momentos de maior incerteza, sobretudo para estratégias de proteção de carteira e gestão de risco.