Caso Gisele: Tenente-coronel poderá ser julgado pelo Tribunal do Júri

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O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto poderá ser julgado pelo Tribunal do Júri pelo crime de feminicídio cometido contra a própria esposa, a soldado Gisele Alves Santana, em fevereiro deste ano. O policial foi interrogado, nesta segunda (5), no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo.Após o réu ser ouvido, o próximo passo será a apresentação das alegações finais de Neto e da defesa da família de Gisele. Finalizado esse processo, a juíza do caso avaliará os autos e decidirá se o caso será submetido ou não a júri popular.A audiência onde foi ouvido o tenente-coronel, que está preso desde março deste ano no Presídio Romão Gomes, na zona Norte de São Paulo, começou por volta das 13h e terminou às 22h. Leia Mais Caso Gisele: interrogatório de tenente-coronel é aditado para agosto Caso Gisele: Justiça marca data do interrogatório de tenente-coronel Caso Gisele: Justiça remarca data do interrogatório de tenente-coronel  O interrogatório do policial havia sido adiado pelo TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) no dia 4 de setembro após a defesa do réu solicitar a junção de diligências complementares ao inquérito. A oitiva de Geraldo estava marcada para julho e foi remarcada pela primeira vez para agosto.Neto também responde por fraude processual por ter interferido na cena do crime e no curso do processo das investigações.Encontrada morta no apartamentoGisele, de 32 anos, foi encontrada morta em seu apartamento, no Brás, em 18 de fevereiro. Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio, mas a investigação passou a apurar a hipótese de feminicídio.Segundo a acusação, o tenente-coronel teria atirado contra a companheira durante uma discussão e depois alterado a cena para simular um suicídio. Laudos periciais apontaram inconsistências na versão apresentada pela defesa, segundo o Ministério Público.O oficial também é acusado de ter tentado eliminar vestígios do crime. A investigação identificou vestígios de sangue nas roupas dele e indícios de que teria tomado banho após o crime.À época, a reportagem acessou trocas de mensagens entre Geraldo e Gisele as quais ele apresentava comportamentos ciumentos e agressivos.*Sob supervisão de Carolina Figueiredo