JPMorgan eleva preço-alvo da Embraer para R$ 135, reitera compra e ações sobem 2%

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O JPMorgan elevou o preço-alvo da Embraer (EMBJ3) para dezembro de 2027 de acordo com novas estimativas após os resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26). O banco manteve a recomendação overweight (acima da média do mercado, equivalente à compra) e agora projeta R$ 135 por ação e US$ 104 por ADR (recibo de ação negociado nos EUA). Por volta das 12h37, as ações da companhia subiam 2,34%, cotadas a R$ 98,93.O novo preço-alvo representa um potencial de valorização de 40% em relação aos níveis atuais. O banco vê espaço para uma reprecificação de cerca de 20% nos múltiplos EV/EBITDA (valor da empresa sobre lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), além de estimar um EBIT (lucro antes de juros e impostos) 15% a 20% acima do consenso.Leia mais:Confira o calendário de resultados do 2º trimestre de 2026 da Bolsa brasileiraTemporada de balanços do 2T26 ganha destaque: veja ações e setores para ficar de olhoSegundo o JPMorgan, a revisão das projeções foi impulsionada principalmente por um aumento de 12% na estimativa de EBITDA para 2030, refletindo uma alta de 7% na receita e uma expansão de 70 pontos-base na margem EBITDA de longo prazo, para 16%.O banco também elevou em 6% e 7%, respectivamente, as estimativas de EBIT para 2027 e 2028, diante de margens cerca de 60 pontos-base maiores e de um pequeno crescimento da receita.Leia tambémIbovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa cai e tenta defender os 166 mil pontosBolsas dos EUA recuam, em semana com recordesMBRF (MBRF3) sobe mesmo com lucro menor; eficiência e volumes recordes são destaquesDestaque positivo ficou para a BRF, cujas margens permaneceram fortes impulsionadas pelas operações internacionaisTrimestre reforça tese positivaPara o JPMorgan, os resultados do 2T26 indicam uma reversão das expectativas negativas após dois trimestres decepcionantes, impactados por tarifas dos Estados Unidos, mix desfavorável e despesas relacionadas ao retorno aos escritórios.A Embraer registrou margem EBIT recorrente de 10,6% no trimestre, praticamente em linha com os 10,5% do 2T25 e acima dos 8,6% registrados no segundo semestre de 2025.Na avaliação do banco, o desempenho mostra que a fraqueza observada no segundo semestre de 2025 e no primeiro trimestre de 2026 não era estrutural e deve levar a novas revisões positivas das estimativas para a companhia.O JPMorgan espera ainda que a melhora dos resultados e das margens continue sustentando uma reprecificação da Embraer. A instituição projeta que a margem EBIT ajustada da companhia alcance níveis na casa de meados dos dois dígitos no fim da década.A expansão deverá ser liderada pela divisão de Defesa, cuja margem EBIT ajustada poderia chegar a 15% com o aumento da produção do KC-390, e pela aviação comercial, com margem de 6% a 7% diante da maior produção dos jatos E2.Entre os gatilhos de curto prazo, o JPMorgan destaca uma possível contratação de aproximadamente 60 aeronaves de transporte pela Índia, além de uma campanha comercial envolvendo mais de 200 aviões.Por outro lado, o JPMorgan aponta como riscos a evolução das margens, a falta de novos pedidos e um eventual encerramento sem resultados positivos das negociações da Embraer com Índia e Estados Unidos.EVEO JPMorgan também considera a EVE, empresa de mobilidade aérea elétrica controlada pela Embraer, como uma opcionalidade para a tese de investimento. Caso seja incorporado um valor de US$ 6,50 por ação da EVE, o valor justo estimado para a Embraer subiria para US$ 113 por ADR ou R$ 147 por ação, com a EVE contribuindo com aproximadamente US$ 9,30 por ADR ou R$ 11,40 por ação.XP também reitera compra para EmbraerApós encontro com diretor de RI da Embraer, Gui Paiva, e sua equipe para discutir as perspectivas de médio e longo prazo da companhia, a XP reiterou recomendação de compra para as ações da Embraer.Apesar da última revisão do guidance ter contado com fatores não operacionais, retirada das premissas de tarifas dos EUA e pelos créditos tributários reconhecidos no 2T26, a XP vê espaço para uma lucratividade estruturalmente mais alta em todo o portfólio, potencialmente sustentando novas revisões de lucros no futuro.A XP também avalia que a Embraer não deve realizar desembolsos significativos de investimentos nesta década, beneficiada pela fase de colheita de um longo ciclo de investimentos no setor aeroespacial.Segundo a casa, a companhia continuará aumentando as entregas dos modelos E2, Praetor e C-390, enquanto o portfólio atual amadurece. Com isso, um novo ciclo de crescimento poderá, no futuro, exigir decisões adicionais de alocação de capital, seja em Serviços, expansão de capacidade, parcerias ou desenvolvimento de novas aeronaves.Apesar de considerar que novas decisões relevantes de investimento continuam sendo possíveis, a XP vê como improvável o anúncio do desenvolvimento de uma nova aeronave ainda nesta década.Para a casa, as oportunidades marginais de alocação de capital apresentam assimetria positiva de retorno e devem estar mais concentradas na expansão da capacidade industrial, sem necessidade de desembolsos relevantes de capex (investimentos em bens de capital) para desenvolvimento ou pesquisa e desenvolvimento (P&D) de novos produtos.The post JPMorgan eleva preço-alvo da Embraer para R$ 135, reitera compra e ações sobem 2% appeared first on InfoMoney.