Martelo batido: quem são os candidatos ao governo de MG e seus vices

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Belo Horizonte — Depois de meses de articulações, desistências, trocas de partido e reviravoltas, o cenário para a disputa pelo governo de Minas Gerais neste ano foi fechado após o registro das candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ao todo, 11 nomes foram definidos pelos partidos para concorrer ao Palácio Tiradentes.A lista inclui o atual governador Mateus Simões (PSD), o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), os ex-prefeitos de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) e Patrus Ananias (PT), além de candidatos que disputam pela primeira vez o comando do segundo maior colégio eleitoral do país.Também estão na corrida Flávio Roscoe (PL), Gabriel Azevedo (MDB), Ben Mendes (Missão), Indira Xavier (UP), Rafael Duda (PSTU), Professor Túlio Lopes (PCB) e Henrique Áreas (PCO). Leia também Minas GeraisVeja o que Flávio Bolsonaro fará em Juiz de Fora e BH na segunda-feira Minas GeraisCleitinho concentra mais da metade do patrimônio em caminhonetes Minas GeraisSuspeito de ameaçar Flávio Bolsonaro é alvo de busca em Juiz de Fora O desenho é bem diferente daquele que começou a ser construído no início do ano. Na esqueda, o senador Rodrigo Pacheco, por exemplo, chegou a ser apontado como principal opção do campo petista, para ser palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas ficou fora da disputa e deu lugar a Patrus Ananias. O PSol, que chegou a trabalhar com candidatura própria, passou a apoiar o candidato do PT.Principais reviravoltas das candidaturas:Cleitinho Azevedo (Republicanos): chegou a desistir da disputa pelo governo de Minas, voltou atrás, enfrentou resistência dentro do próprio partido e conseguiu reverter o cenário até ser confirmado como candidato.PL: inicialmente trabalhava com a possibilidade de apoiar Cleitinho, mas as sucessivas indefinições sobre a candidatura do senador levaram o partido a lançar um nome próprio: Flávio Roscoe, ex-presidente da Fiemg.PT: passou boa parte da pré-campanha apostando em Rodrigo Pacheco como nome para o governo. Com a desistência do senador, o partido tentou convencer Marília Campos, que recusou, e acabou lançando Patrus Ananias.PSol: discutiu a possibilidade de ter candidatura própria ao Palácio Tiradentes, mas terminou a pré-campanha compondo o campo de esquerda e apoiando Patrus Ananias, do PT.Já na direita, após meses de espera pela definição de Cleitinho Azevedo, o PL decidiu lançar Roscoe, ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) como candidato e ponte para o projeto de Flávio Bolsonaro no estado, mirando a eleição ao Palácio do Planalto.A maior reviravolta ficou por conta de Cleitinho. Líder das principais pesquisas de intenção de voto, o senador passou por uma sequência de idas e vindas, chegou a anunciar que não disputaria o governo e enfrentou uma crise com o próprio Republicanos. Depois, voltou atrás e teve a candidatura retomada pela legenda.Veja quem são os candidatos ao governo de Minas e os respectivos vices:Cleitinho Azevedo (Republicanos) e Luís Eduardo Falcão (Republicanos)Senador por Minas Gerais desde 2023, Cleitinho Azevedo chega à disputa pelo governo como líder das principais pesquisas de intenção de voto. Antes do Senado, foi vereador em Divinópolis e deputado estadual.A confirmação da candidatura, no entanto, foi marcada por uma crise com o Republicanos. Após meses de indefinição e em meio ao luto pela morte do irmão, Cleitinho chegou a ficar fora dos planos da legenda, reafirmou publicamente que concorreria e, posteriormente, teve a candidatura retomada pelo partido.O vice é Luís Eduardo Falcão, ex-prefeito de Patos de Minas e ex-presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM). A chapa é puro-sangue do Republicanos.Senador Cleitinho AzevedoFlávio Roscoe (PL) e Ellen Miziara (PL)Ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe disputa sua primeira eleição. Empresário do setor têxtil, ele deixou o comando da entidade, filiou-se ao PL e passou a representar o projeto da legenda para o Palácio Tiradentes.Roscoe entra na política eleitoral com um discurso ligado ao setor produtivo e ao campo da direita. Sua candidatura ganhou força depois das indefinições em torno da candidatura de Cleitinho e das articulações do PL para ter um palanque próprio no estado e assegurar a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.A vice é Ellen Miziara (PL), vereadora de Uberaba e presidente do PL Mulher em Minas Gerais. Psicóloga e pós-graduada em Neuropsicologia, ela construiu sua trajetória política no Triângulo Mineiro.Flávio Roscoe (PL)Patrus Ananias (PT) e Jarbas Soares (PSB)Um dos nomes mais tradicionais do PT mineiro, Patrus Ananias volta a disputar um cargo majoritário. Ele foi prefeito de Belo Horizonte entre 1993 e 1996, deputado federal por diversos mandatos e ministro nos governos petistas. Agora, ele será palanque para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tentará a reeleição.Durante o primeiro governo Lula, Patrus comandou o então Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, responsável pela implementação do Bolsa Família. Mais tarde, foi ministro do Desenvolvimento Agrário durante o governo Dilma Rousseff.O candidato a vice é Jarbas Soares (PSB), ex-procurador-geral de Justiça de Minas Gerais.Deputado Patrus Ananias (PT-MG)Mateus Simões (PSD) e Danilo de Castro (União Brasil)Atual governador de Minas Gerais, Mateus Simões assumiu definitivamente o comando do estado após ter sido eleito vice de Romeu Zema em 2022. Ele se apresenta na eleição como representante da continuidade da gestão iniciada pelo Novo em 2019, embora tenha deixado a legenda e se filiado ao PSD.Simões tenta ampliar o próprio capital político e transformar a avaliação do governo em votos, ao mesmo tempo em que enfrenta adversários tanto à esquerda quanto na direita e centro-direita.O candidato a vice é Danilo de Castro (União Brasil), ex-deputado federal e um dos políticos mais experientes do estado.Pré-candidato ao governo de Minas Gerais Mateus SimõesAlexandre Kalil (PDT) e Carlos Mosconi (PSDB)Ex-prefeito de Belo Horizonte por dois mandatos, Alexandre Kalil tenta chegar ao governo de Minas quatro anos depois de ter sido derrotado por Romeu Zema na eleição de 2022.Empresário e ex-presidente do Atlético-MG, Kalil comandou a capital mineira entre 2017 e 2022. Deixou a prefeitura justamente para disputar o governo estadual pela primeira vez.O vice na chapa é Carlos Mosconi (PSDB), médico e ex-deputado com longa trajetória na política mineira.Ex-prefeito de BH e ex-presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil (PDT)Gabriel Azevedo (MDB) e Maria Helena de Quadros Lopes (MDB)Ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo tenta levar para o estado a projeção conquistada na política da capital mineira.Gabriel foi candidato à Prefeitura de Belo Horizonte em 2024 e agora disputa o Palácio Tiradentes pelo MDB. Com perfil voltado à gestão pública, transparência e pautas urbanas, tenta ampliar sua presença eleitoral para além da Região Metropolitana de BH.A candidata a vice é Maria Helena de Quadros Lopes (MDB), de Montes Claros. A composição é puro-sangue do partido.Pré-candidato ao governo de Minas, Gabriel Azevedo (MDB)Ben Mendes (Missão) e Cabo David Souza (Missão)Conhecido pela atuação nas redes sociais, Ben Mendes produz conteúdo principalmente relacionado aos direitos do consumidor.Advogado e empresário, Mendes lançou a pré-candidatura ao governo mineiro no início deste ano e tenta converter a exposição conquistada na internet em votos. Esta é sua primeira disputa eleitoral.O vice é Cabo David Souza, também do Missão.Pré-candidato ao governo de Minas, Ben MendesIndira Xavier (UP) e Renato Campos Amaral (UP)Indira Xavier é militante de movimentos sociais e atua na defesa dos direitos humanos. Atualmente, é coordenadora nacional do Movimento de Mulheres Olga Benário e da Casa Tina Martins, projeto voltado para o acolhimento de mulheres em situação de violência.Esta será a segunda vez que Indira disputa o governo de Minas Gerais. Ela também foi candidata ao Palácio Tiradentes em 2022 e concorreu à Prefeitura de Belo Horizonte em 2024.O candidato a vice é Renato Campos Amaral, também da Unidade Popular (UP).Pré-candidata ao governo de Minas Gerais, Indira XavierRafael Duda (PSTU) e Professora Diana de Cássia (PSTU)Rafael Duda é operário da mineração e presidente do Sindicato Metabase Inconfidentes, que representa trabalhadores da indústria de extração de ferro e metais básicos de Congonhas, Belo Vale, Ouro Preto e municípios da região.Antes da disputa pelo governo estadual, Duda já havia concorrido à Prefeitura de Congonhas e a uma vaga de deputado federal.A candidata a vice é Professora Diana de Cássia, também do PSTU.Professor Túlio Lopes (PCB) e Warlen Nunes (PCB)Túlio Lopes é professor da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) e representa o PCB na disputa pelo Palácio Tiradentes.Ligado à esquerda, ele se apresenta como alternativa aos demais projetos desse campo político e já vinha aparecendo nos cenários testados por institutos de pesquisa durante a pré-campanha.O candidato a vice é Warlen Nunes, também do PCB.Pré-candidato ao governo de Minas Gerais, Túlio LopesHenrique Áreas (PCO)Henrique Áreas foi escolhido pelo PCO para disputar o governo de Minas Gerais.Ele é formado em Ciências Sociais e já atuou como diretor da Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios (Fentect). Ele foi candidato a prefeito de São Paulo, em 2016, a deputado federal por São Paulo, em 2018, e a vice-prefeito de São Paulo, em 2020.O vice na chapa será Estevão Gomes, também do PCO.