Com campanha nas ruas, PF reforça segurança de presidenciáveis

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Com início da campanha eleitoral, neste domingo (16), a PF (Polícia Federal) vai intensificar o monitoramento das redes sociais e a segurança dos candidatos à Presidência da República – iniciada no dia 20 de julho. A corporação vai ampliar o acompanhamento de ameaças virtuais e fará avaliações diárias sobre o nível de risco enfrentado pelos presidenciáveis.A análise será atualizada de acordo com as características de cada compromisso de campanha e com o volume e a gravidade das ameaças identificadas ou recebidas pelas equipes de segurança. O resultado poderá levar à reclassificação do risco atribuído a um candidato e, se necessário, ao reforço do número de policiais responsáveis por sua proteção. Leia mais Novas imagens contradizem abordagem a motorista de Haddad, diz PM Eleições 2026: Nikolas Ferreira entra na campanha de Flávio Bolsonaro STF apura se Weverton Rocha interferiu em investigação de assassinato no MA Integrantes da PF envolvidos na operação afirmam que o enquadramento definido inicialmente para cada candidatura não é definitivo. A classificação poderá ser revista ao longo da disputa conforme mudanças nas agendas, aumento da exposição pública ou surgimento de novas ameaças.Redes sociaisO monitoramento das redes sociais terá papel central na estratégia da corporação. Com a campanha oficial, os candidatos devem ampliar a presença em atos públicos, caminhadas, comícios e outros eventos com grande concentração de pessoas, o que aumenta a complexidade das operações de segurança.Equipes de inteligência da PF acompanham publicações e movimentações na internet para tentar identificar ameaças direcionadas a eventos específicos ou manifestações que indiquem possíveis ações contra os presidenciáveis.O trabalho também busca diferenciar comentários considerados apenas provocações ou ameaças sem indícios concretos de ações que possam representar risco efetivo. A análise considera o comportamento dos autores das mensagens e eventuais sinais de planejamento ou movimentações suspeitas.Para as eleições de 2026, a PF desenvolveu uma matriz destinada a estabelecer o grau de risco de cada candidatura. Entre os critérios considerados estão o histórico de ameaças e o nível de exposição e popularidade do candidato.A Polícia Federal estima desembolsar cerca de R$ 95 milhões na estrutura de proteção aos candidatos à Presidência durante o período eleitoral. Mais de 600 profissionais passaram por capacitação específica e, desse grupo, mais de 450 foram recrutados para atuar diretamente na operação.Na avaliação de integrantes da corporação, a estrutura preparada para 2026 é a maior já mobilizada pela PF para a segurança de candidatos em uma eleição presidencial.O reforço ocorre diante da percepção interna de aumento dos episódios de violência política nos últimos anos, cenário que levou a corporação a ampliar o planejamento e os recursos destinados à proteção dos presidenciáveis.Parte do orçamento será usada na mobilização das equipes, contratação de serviços e aquisição de equipamentos. Entre os recursos previstos estão veículos blindados, coletes balísticos de alto desempenho, sistemas de defesa contra drones e kits antibombas.Segundo a PF, os candidatos serão submetidos aos mesmos critérios técnicos de avaliação, embora o tamanho e a composição das equipes possam variar de acordo com o nível de risco identificado para cada candidatura.Comando em BrasíliaA operação será coordenada pela Sala Nacional de Comando e Controle, em Brasília. A estrutura permitirá acompanhar em tempo real os deslocamentos das equipes e as agendas dos candidatos, além de oferecer suporte logístico e auxiliar na tomada de decisões diante de eventuais situações de risco.A PF também prevê atuação integrada com forças estaduais e municipais de segurança. A orientação é conciliar a proteção dos candidatos com a menor interferência possível na rotina e na dinâmica dos atos de campanha.