Petrobras (PETR4) faz nova descoberta em águas ultraprofundas do Amapá, na margem equatorial

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A Petrobras (PETR4;PETR3) identificou a presença de hidrocarbonetos em um poço exploratório em perfuração no bloco FZA-M-59, em águas ultraprofundas do Amapá, na Bacia da Foz do Amazonas, na chamada margem equatorial brasileira.A descoberta foi comunicada pela companhia nesta sexta-feira (14) e reforça a estratégia da estatal de buscar novas reservas de petróleo e gás em áreas de fronteira.O poço Morpho (1-BRSA-1405-APS) está localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá, em uma lâmina d’água de 2.886 metros. Segundo a Petrobras, a presença de hidrocarbonetos foi identificada por meio de perfis elétricos e de indicativos observados nas rochas durante a perfuração.As operações, porém, ainda não terminaram. A Petrobras informou que continuará a perfuração para aprofundar a avaliação exploratória da área.Isso significa que ainda não há, neste momento, uma estimativa divulgada sobre o volume de petróleo e gás potencialmente recuperável nem confirmação de viabilidade comercial da descoberta.A nova ocorrência ganha relevância para a Petrobras porque está inserida na margem equatorial, região considerada estratégica pela companhia para a recomposição de suas reservas. A estatal vem defendendo a exploração de novas fronteiras como forma de garantir oferta de petróleo e gás ao país enquanto avança a transição energética.O bloco FZA-M-59 é operado integralmente pela Petrobras, que possui 100% de participação na área. O ativo foi adquirido pela companhia na 11ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizada em 2013, sob o regime de concessão.Descoberta ocorre em região estratégicaA margem equatorial brasileira se estende pela costa de estados do Norte e Nordeste e tem sido alvo de uma disputa entre o potencial petrolífero da região e as preocupações ambientais relacionadas à exploração.Para a Petrobras, novas descobertas são importantes diante do desafio de manter a produção e repor reservas ao longo dos próximos anos.A companhia afirma que a exploração em áreas de fronteira faz parte de sua estratégia para atender à demanda nacional de energia durante uma transição energética considerada justa.