As ações do IRB (IRBR3) aceleram os ganhos nesta sexta-feira (14), após a divulgação dos resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26) e com o mercado repercutindo um novo catalisador para a companhia. Por volta das 16h (horário de Brasília), os papéis subiam 4,22%, a R$ 51,56, após chegarem a avançar 8,59% durante o pregão, aos R$ 53,72. new TradingView.MediumWidget( { "customer": "moneytimescombr", "symbols": [ [ "IRBR3", "IRBR3" ] ], "chartOnly": false, "width": "100%", "height": "300", "locale": "br", "colorTheme": "light", "autosize": false, "showVolume": false, "hideDateRanges": false, "hideMarketStatus": false, "hideSymbolLogo": false, "scalePosition": "right", "scaleMode": "Normal", "fontFamily": "-apple-system, BlinkMacSystemFont, Trebuchet MS, Roboto, Ubuntu, sans-serif", "fontSize": "10", "noTimeScale": false, "valuesTracking": "1", "changeMode": "price-and-percent", "chartType": "line", "container_id": "a16d525"} ); O movimento acontece após o IRB reportar lucro líquido de R$ 158 milhões, alta de 55% na comparação trimestral e de 10% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo análise do BTG Pactual, o resultado ficou 13% acima da estimativa do banco e 16% acima do consenso de mercado. Excluindo um impacto não caixa relacionado a ajustes de ativos fiscais, o lucro recorrente teria chegado a R$ 185 milhões, 36% acima do consenso.Para o BTG, apesar de a receita continuar sendo o principal desafio para uma aceleração mais forte dos lucros, a maior parte das tendências operacionais melhorou. Os prêmios emitidos caíram 14% na comparação anual, mas os prêmios retidos recuaram apenas 5%, beneficiados pela redução dos custos de retrocessão. O índice de sinistralidade ficou em 42%, enquanto o lucro líquido do segmento de P&C avançou 58%, para R$ 220 milhões.Projeto de lei entra no radarAlém do balanço, outro fator ajuda a explicar a reação positiva dos investidores. A Câmara dos Deputados aprovou, na quinta-feira (13), o Projeto de Lei 3540/2026, que reduz de 15% para 9% a alíquota da CSLL para resseguradoras locais e elimina o limite de 30% para compensação de prejuízos fiscais e bases negativas relacionadas às atividades de resseguro e retrocessão. O texto agora segue para o Senado.Segundo o BTG, caso as mudanças sejam aprovadas, o impacto poderia ser relevante para o IRB. O banco estima um valor presente líquido positivo superior a 10% do valor de mercado atual da companhia, principalmente pela redução da CSLL e pela maior flexibilidade para utilizar prejuízos fiscais.O banco também vê outros catalisadores para os resultados em 2027, como custos menores de retrocessão, racionalização de despesas e melhora do resultado financeiro após a liquidação de uma debênture no quarto trimestre de 2026. Com essas iniciativas, o BTG estima que o lucro recorrente do IRB possa superar R$ 700 milhões.BTG mantém compra para IRBDiante desse cenário, o BTG Pactual reiterou a recomendação de Compra para as ações do IRB e mantém preço-alvo de R$ 67. Considerando a cotação de R$ 51,56 às 16h, o alvo representa um potencial de valorização de cerca de 30%.Para o banco, a tese do IRB deixou de depender de uma única grande reestruturação e passou a contar com diferentes motores para a expansão dos lucros. “Com as novas iniciativas expandindo o mercado endereçável do IRB, vemos um caminho rumo a um lucro líquido acima de R$ 1 bilhão antes do fim da década, mais do que dobrando em relação aos níveis de 2025”, avalia o banco.