OEA convoca reunião de emergência para discutir crise na Nicarágua

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A Organização dos Estados Americanos (OEA) convocou uma reunião de emergência com os ministros das Relações Exteriores dos países que compõem o bloco, cujo objetivo é discutir a situação na Nicarágua — onde o governo do país ameaça a realização de eleições livres. A decisão foi tomada após votação no Conselho Permanente da organização.De acordo com a OEA, os “acontecimentos recentes na Nicarágua constituem um problema de caráter urgente e de interesse comum para os Estados americanos”.Além disso, o bloco voltou a criticar o governo de Daniel Ortega e Rosario Murillo, e lamentou que a democracia “já não existe” mais no país. Leia também MundoMilitares aderem a plano de Ortega contra oposição na Nicarágua MundoNicarágua adia votação que pode impedir eleições com opositores MundoColômbia romperá relações com Cuba e Nicarágua, diz presidente eleito MundoGoverno Ortega recua e diz que Nicarágua realizará eleições A medida, encabeçada pelos Estados Unidos, foi aprovada por 29 dos 31 países que participaram da sessão. O Brasil foi o único membro da OEA contrário à convocação da reunião de chanceleres. O México se absteve na votação.Mesmo com a aprovação, a reunião ainda não tem data. O encontro dos chefes das diplomacias dos membros da OEA deve ocorrer “assim que possível”. Leia também MundoMilitares aderem a plano de Ortega contra oposição na Nicarágua MundoNicarágua adia votação que pode impedir eleições com opositores MundoColômbia romperá relações com Cuba e Nicarágua, diz presidente eleito MundoGoverno Ortega recua e diz que Nicarágua realizará eleições Enquanto isso, o governo sandinista de Ortega e esposa, a copresidente Rosario Murillo, avançam em uma reforma que pode barrar políticos de oposição nas eleições do país.Desde o último mês, o plano é debatido pela Assembleia Nacional e por outros setores. A previsão é de que a reforma seja votada no próximo mês.Para o governo Ortega, a mudança é vista como a chance de afastar “interferências” exteriores do pleito, para torná-lo “livre, digno e soberano”, alegou Rosario Murillo.